Abaixo, o artigo do cara.
O “não” como regra, por Leandro Molina*
Há dias, uma pergunta atormenta a sociedade. Quais são os limites do ser humano para atingir seus objetivos na vida? Ainda é possível falarmos em ética, honestidade e humildade sem sermos considerados tolos?
Mas o que realmente assusta é o “não”. O caso de políticos recebendo dinheiro ou acertos de propina revela a facilidade de muitas pessoas levianas para dizer o não. Ao serem flagrados com dinheiro em pacotes, na cueca ou nas meias, políticos dizem em tom uníssono: “Não sei disso, não tenho envolvimento”.
O “não” é mais que uma negação. É o pseudoargumento de quem não tem argumento. É importante ressaltar que a sujeira não está escondida somente sob os tapetes em Brasília. Ela está presente no cotidiano das instituições, nas empresas e em nossas vidas. Quando um funcionário de uma empresa ou servidor de uma instituição pública usa métodos perversos para usufruir de algum benefício, seja financeiro ou na carreira, também está infringindo a ética que norteia a sociedade.
Nos processos mentais, independentemente dos instintos reprimidos do homem, sempre há causas para os pensamentos, sentimentos ou ações. Esse impulso que move de forma negativa e gera corrupção e desonestidade foge às leis do pensamento e à estrutura de personalidade dos cidadãos probos.
A tradição de corrupção está incutida em todas as sociedades. Não existe sociedade sem crime, sem violência e sem doença. O grande problema é quando conhecemos o crime e a doença e há conformação. Não é admissível que a desonestidade seja transformada em valor positivo. A educação seria um fator de extrema importância no combate a esse estado de leniência. Mas o ensino precisa ter capacidade para competir com as mais variadas formas de crime.
Cabe à sociedade o papel de decidir coletivamente os rumos do país. O cidadão está letárgico. Exemplos de crimes de “colarinho” e de mensaleiros geram uma divisão entre o mundo da nossa casa e o mundo da rua. O que acontece dentro de casa é nosso problema. O que acontece na rua é problema da rua. Esta divisão causa uma omissão do cidadão. Mas os cidadãos também têm responsabilidades.
A experiência democrática tem demonstrado que é preciso aprimorar as instituições de um país onde milhões de reais circulam por baixo do pano e a impunidade virou regra. O problema não é alheio. A isso acrescento uma frase do romancista francês Honoré de Balzac: “A resignação é um suicídio cotidiano”.
*Jornalista
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Parabéns!
Volto ao blog, rapidamente, para parabenizar o colega jornalista Leandro Molina por seu artigo publicado na edição de hoje(04/12) de Zero Hora. Felizmente, alguns profissionais ainda refletem, criticam e emitem opiniões de forma ética, exaltando os valores que realmente importam para a saúde da política, da sociedade e da cidadania. Presos ao "lead" e às rotinas das redações, muitos colegas das mídias esquecem da análise crítica fundamental para o exercício da profissão. Reflexão que difere o conhecimento meramente técnico do olhar filosófico e humanístico inerente à profissão e sua capacidade de mudar paradigmas. Parabéns Leandro Molina!
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
O Adultério - Último Capítulo!
-E agora? O que faço? Pensava Rogério.
Em uma fração de segundos pensou em sair correndo. Mas isso, com certeza, iria causar um constrangimento ainda maior.
- Melhor explicar tudo. Desculpar-se. Talvez ela até risse da situação. Poderiam beber alguma coisa depois e conversar. Não!Claro que não. Ela está nua aqui na minha frente. Vai se sentir humilhada. Magoada. E uma mulher com ódio pode ser perigosa. Contaria tudo à Maria Alice. Estaria perdido.
Enquanto ruminava em silêncio que atitude tomar, não teve tempo de reagir. Lindalva deitou-se do seu lado na cama. Beijou-lhe a boca. Abraçou fortemente o seu corpo. Ele não se moveu. Não reagiu. Teve vontade de jogá-la da cama. Mas envolveu-se. Agarrou-a pelas pernas. As mais lindas pernas que já viu. E gostou.
FIM
Em uma fração de segundos pensou em sair correndo. Mas isso, com certeza, iria causar um constrangimento ainda maior.
- Melhor explicar tudo. Desculpar-se. Talvez ela até risse da situação. Poderiam beber alguma coisa depois e conversar. Não!Claro que não. Ela está nua aqui na minha frente. Vai se sentir humilhada. Magoada. E uma mulher com ódio pode ser perigosa. Contaria tudo à Maria Alice. Estaria perdido.
Enquanto ruminava em silêncio que atitude tomar, não teve tempo de reagir. Lindalva deitou-se do seu lado na cama. Beijou-lhe a boca. Abraçou fortemente o seu corpo. Ele não se moveu. Não reagiu. Teve vontade de jogá-la da cama. Mas envolveu-se. Agarrou-a pelas pernas. As mais lindas pernas que já viu. E gostou.
FIM
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
O Adultério - Penúltimo Capítulo
Tamanha era a euforia de Rogério, naquela segunda-feira, que, atordoado pelos seus pensamentos e desejos por Linda, a estagiária, mal conferiu o que escrevia naquele e-mail. Apenas enviou, rapidamente. A pressa foi tanta, que cometeu o maior erro de sua vida. Enviou a mensagem eletrônica para a caixa errada.
De: Rogério dos Santos
Assunto: Encontro
“Quero ver você, fora daqui. Já não posso mais resistir.”
Foi selecionar o nome na lista de contatos.
João Carlos Rosa
Leandro Lemos
Lindalva Souza
Lindalva Silva. Enviar? “Sim”. Deveria ter optado pelo “Não”. A Lindalva certa, a estagiária, tem o sobrenome Souza.
De: Rogério dos Santos
Assunto: Encontro
“Quero ver você, fora daqui. Já não posso mais resistir.”
Foi selecionar o nome na lista de contatos.
João Carlos Rosa
Leandro Lemos
Lindalva Souza
Lindalva Silva. Enviar? “Sim”. Deveria ter optado pelo “Não”. A Lindalva certa, a estagiária, tem o sobrenome Souza.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
O Adultério - Capítulo 8
A ansiedade de Rogério era tanta, que chegou com tempo de sobra. Voou com o carro. Tomou um drink no bar do hotel e ficou imaginando, idealizando o que estaria por vir. Seria o homem que sempre quis ser. Um apaixonado. Deixaria de ser racional. Explodiria seus desejos mais escondidos, como uma mina, preparada embaixo da terra para jogar pelos ares o que viesse, ao menor toque.
Os minutos passaram rápido, enquanto pensava. Foi para o quarto. Esperou, deitado na cama, seminu, à meia luz. Ouviu bater à porta. Mandou que entrasse. Ela obedeceu. Prontamente, para que não tivesse tempo para arrependimentos, Linda despiu-se. Rogério mal podia acreditar. Em sua frente, via uma silhueta familiar. Mas algo estava errado. Imaginava-a diferente. Olhou para as pernas. Aquelas pernas. As mais lindas pernas que já viu. Levou um susto. Era Lindalva, a sua ex-chefe, aquela com mais de meio século de seios.
Os minutos passaram rápido, enquanto pensava. Foi para o quarto. Esperou, deitado na cama, seminu, à meia luz. Ouviu bater à porta. Mandou que entrasse. Ela obedeceu. Prontamente, para que não tivesse tempo para arrependimentos, Linda despiu-se. Rogério mal podia acreditar. Em sua frente, via uma silhueta familiar. Mas algo estava errado. Imaginava-a diferente. Olhou para as pernas. Aquelas pernas. As mais lindas pernas que já viu. Levou um susto. Era Lindalva, a sua ex-chefe, aquela com mais de meio século de seios.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
O Adultério - Capítulo 7
No outro dia, pela manhã, cruzou com Linda pelos corredores. Entraram juntos no elevador, eles e mais outras cinco pessoas. A vontade de Rogério era tomá-la ali mesmo. Beijar-lhe a boca, arrancar-lhe as roupas, agarrar com força seus seios macios, passando suavemente a língua por todo aquele corpo. O mais cobiçado corpo. Resolveu retribuir o bom dia que ela lhe dera. O mais dissimulado que já ouviu. Completa excitação!
Naquele dia preferiu não arriscar. Combinou de almoçar com a esposa, fora dali. “Cara-de-pau, dizia a si mesmo”. “Adúltero descarado. Vais almoçar com a mulher e dentro em poucas horas trairá”. Pela primeira vez, sentia remorso. Não seria um deslize qualquer. Havia grandes chances de ser pego. Talvez quisesse. Pelo menos teria um motivo para largar tudo e viver. Mas não vivia? Não era feliz? Era isso, também, o que queria descobrir. Talvez fosse apenas mais um caso sem importância e depois tudo voltaria a ser como era.
De volta à empresa, trabalhou como há muito não fazia. Convocou duas reuniões para estabelecer novas diretrizes orçamentárias. Revisou parte do plano estratégico. Escreveu. Como escreveu. Tudo para que a imagem de Linda não lhe viesse à mente. Páginas e mais páginas de relatórios. Qualquer momento de distração o faria pensar nela. 18:00. Saiu do prédio. Entrou no carro, que o levaria para o caso da sua vida. Talvez o que de mais interessante ele fazia em toda sua existência até aquele momento.
Naquele dia preferiu não arriscar. Combinou de almoçar com a esposa, fora dali. “Cara-de-pau, dizia a si mesmo”. “Adúltero descarado. Vais almoçar com a mulher e dentro em poucas horas trairá”. Pela primeira vez, sentia remorso. Não seria um deslize qualquer. Havia grandes chances de ser pego. Talvez quisesse. Pelo menos teria um motivo para largar tudo e viver. Mas não vivia? Não era feliz? Era isso, também, o que queria descobrir. Talvez fosse apenas mais um caso sem importância e depois tudo voltaria a ser como era.
De volta à empresa, trabalhou como há muito não fazia. Convocou duas reuniões para estabelecer novas diretrizes orçamentárias. Revisou parte do plano estratégico. Escreveu. Como escreveu. Tudo para que a imagem de Linda não lhe viesse à mente. Páginas e mais páginas de relatórios. Qualquer momento de distração o faria pensar nela. 18:00. Saiu do prédio. Entrou no carro, que o levaria para o caso da sua vida. Talvez o que de mais interessante ele fazia em toda sua existência até aquele momento.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
O Adultério – Capítulo 6
Aqueles minutos custaram a passar. - Por que ela não responde? E se eu entendi errado? E se ela usar isso contra mim? Estou liquidado, pensava. - Minha mulher saberá. Essa menina pode me processar. Perderei meu emprego e minha família. Tudo o que eu levei anos para construir, destruirei em segundos.
Aquele barulho da caixa de e-mail quase lhe proporcionou um enfarte. A resposta tranqüilizou-lhe o espírito ao mesmo tempo em que o excitou ainda mais. A tréplica foi imediata.
“Amanhã, depois do expediente. 19h, suíte 2000, hotel Novo Magestic”.
O hotel, o mais imponente, moderno e caro da cidade era de um grande amigo seu. Não teria dificuldade em conseguir o melhor quarto. A suíte presidencial. Tudo para Rogério tinha de ser assim, grandioso. Mesmo a traição. Estava feito.
Aquele barulho da caixa de e-mail quase lhe proporcionou um enfarte. A resposta tranqüilizou-lhe o espírito ao mesmo tempo em que o excitou ainda mais. A tréplica foi imediata.
“Amanhã, depois do expediente. 19h, suíte 2000, hotel Novo Magestic”.
O hotel, o mais imponente, moderno e caro da cidade era de um grande amigo seu. Não teria dificuldade em conseguir o melhor quarto. A suíte presidencial. Tudo para Rogério tinha de ser assim, grandioso. Mesmo a traição. Estava feito.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
O Adultério – Capítulo 5
Mal podia acreditar naquele e-mail. Finalmente! Seu coração quase parou. Sentia-se feliz, desejada. Pensamentos furtivos vieram a sua mente. Imediatamente imaginava o corpo dourado e forte de Rogério sobre o seu. Lia e relia aquele e-mail diversas vezes:
De: Rogério dos Santos
Enviada: segunda-feira, julho de 2009
Assunto: Encontro
“Quero ver você, fora daqui.Já não posso mais resistir.”
De repente, sentiu medo. Sabia que ele era casado. - Talvez seu relacionamento não estivesse indo tão bem. Ele também a queria. Achava quase impossível. Conhecia Maria Alice, encontrou-se com ela algumas vezes em festas da empresa. Ela era linda. - Muito mais do que ela mesma, pensava. O que fazer? O que responderia? Encorajou-se e respondeu a mensagem, afinal de contas, não se preocupava com nada. Era livre, sentia-se inabalável. Tinha aquele sentimento típico da juventude, de superpoderes, de que nada aconteceria a ela.
Res: Encontro
“Escolha local e data. Um beijo, Linda.”
De: Rogério dos Santos
Enviada: segunda-feira, julho de 2009
Assunto: Encontro
“Quero ver você, fora daqui.Já não posso mais resistir.”
De repente, sentiu medo. Sabia que ele era casado. - Talvez seu relacionamento não estivesse indo tão bem. Ele também a queria. Achava quase impossível. Conhecia Maria Alice, encontrou-se com ela algumas vezes em festas da empresa. Ela era linda. - Muito mais do que ela mesma, pensava. O que fazer? O que responderia? Encorajou-se e respondeu a mensagem, afinal de contas, não se preocupava com nada. Era livre, sentia-se inabalável. Tinha aquele sentimento típico da juventude, de superpoderes, de que nada aconteceria a ela.
Res: Encontro
“Escolha local e data. Um beijo, Linda.”
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
O Adultério - Capítulo 4
Rogério costumava almoçar com antigos colegas no refeitório da empresa. Não gostava de ostentar a sua posição social almoçando diariamente em restaurantes caros. Além de gostar das conversas, que remetiam às histórias do passado, sentia-se bem por saber que os outros admiravam sua simplicidade. Na verdade, era falsa modéstia.
No dia seguinte ao “chopinho” com os amigos, Lindalva sentou-se a seu lado na mesa. Teve vontade de rir ao lembrar dos comentários sobre a “cinquentona” na noite anterior. Realmente estava diferente. Bonitona. Ela havia sido sua chefe, logo que Rogério ingressara na multinacional. Quando mais nova, e ele um recém formado administrador de empresas, chegaram a flertar um pouco. Por esporte. Brincadeira de colegas que passavam a maior parte do tempo, juntos, dividindo a mesma sala.
Em pouco tempo, a mesa estava cheia de antigos colegas e novos estagiários. Entre os colegas, o chefe da contabilidade, amigo de longa data, que por mudar de sala, acabou perdendo contato com Rogério. Junto a ele, Linda. Uma Lollita em terninho preto, tão justo que denunciava todos os seus deliciosos excessos.
Linda sentou-se bem na frente de Rogério. Aquele homem, bem-sucedido, seguro, o “Big Boss”, nunca se sentira tão abalado. Constrangia-se por não conseguir parar de olhar para o decote da moça. - Alguém percebeu? Pensava. Aparentemente não. Exceto ela própria.
Almoçavam todos juntos, com freqüência. Seguiram-se muitos dias nesses encontros públicos. As trocas de olhares ficavam cada vez mais intensas. As pequenas gentilezas de Rogério, como puxar a cadeira, oferecer os talheres, até pagar a conta, também foram se intensificando. É claro que tais gentilezas eram distribuídas a todas as presentes. No dia em que pagou a conta, pagou para todos. Para não ficar óbvio demais. Mas conseguia insinuar o seu interesse à menina.
Naquela segunda-feira, entretanto, tudo seria diferente. Ao chegar no refeitório, poucas pessoas presentes. Rogério iria almoçar sozinho. Serviu-se. Sentou-se. Poucos minutos depois, ela veio em sua direção. Também estava sozinha. Sentaram juntos. Conversaram sobre a faculdade dela. Suas previsões para o futuro. Sobre relacionamentos. Ela revelou uma recente decepção amorosa e que estava interessada em um homem bem mais velho e casado. Pediu a opinião de Rogério.
- Linda, você está na idade de fazer bobagem. Só se tem vinte anos uma vez. Faça o que tiver vontade.
Um silêncio constrangedor pairou pela mesa. Ele ofereceu-se para pagar a conta. Ela, com certo constrangimento, aceitou. Ambos dirigiram-se as suas salas. Sentado em frente ao computador, Rogério teve taquicardia. Um nervosismo infantil. Suavam-lhe as mãos. Sentia-se um adolescente. Lembrou-se da primeira vez em que fizera amor com Maria Alice. Por que a mulher lhe vinha à memória naquele momento? Remorso? Não havia feito nada. Não tinha porque se sentir culpado. Mas sentia-se. Sabia que iria fazer. Não resistiria. Não resistiu. Na tela do computador, escrevia:
De: Rogério dos Santos
Assunto: Encontro
“Quero ver você, fora daqui. Já não posso mais resistir.”
Enviar? Sim.
No dia seguinte ao “chopinho” com os amigos, Lindalva sentou-se a seu lado na mesa. Teve vontade de rir ao lembrar dos comentários sobre a “cinquentona” na noite anterior. Realmente estava diferente. Bonitona. Ela havia sido sua chefe, logo que Rogério ingressara na multinacional. Quando mais nova, e ele um recém formado administrador de empresas, chegaram a flertar um pouco. Por esporte. Brincadeira de colegas que passavam a maior parte do tempo, juntos, dividindo a mesma sala.
Em pouco tempo, a mesa estava cheia de antigos colegas e novos estagiários. Entre os colegas, o chefe da contabilidade, amigo de longa data, que por mudar de sala, acabou perdendo contato com Rogério. Junto a ele, Linda. Uma Lollita em terninho preto, tão justo que denunciava todos os seus deliciosos excessos.
Linda sentou-se bem na frente de Rogério. Aquele homem, bem-sucedido, seguro, o “Big Boss”, nunca se sentira tão abalado. Constrangia-se por não conseguir parar de olhar para o decote da moça. - Alguém percebeu? Pensava. Aparentemente não. Exceto ela própria.
Almoçavam todos juntos, com freqüência. Seguiram-se muitos dias nesses encontros públicos. As trocas de olhares ficavam cada vez mais intensas. As pequenas gentilezas de Rogério, como puxar a cadeira, oferecer os talheres, até pagar a conta, também foram se intensificando. É claro que tais gentilezas eram distribuídas a todas as presentes. No dia em que pagou a conta, pagou para todos. Para não ficar óbvio demais. Mas conseguia insinuar o seu interesse à menina.
Naquela segunda-feira, entretanto, tudo seria diferente. Ao chegar no refeitório, poucas pessoas presentes. Rogério iria almoçar sozinho. Serviu-se. Sentou-se. Poucos minutos depois, ela veio em sua direção. Também estava sozinha. Sentaram juntos. Conversaram sobre a faculdade dela. Suas previsões para o futuro. Sobre relacionamentos. Ela revelou uma recente decepção amorosa e que estava interessada em um homem bem mais velho e casado. Pediu a opinião de Rogério.
- Linda, você está na idade de fazer bobagem. Só se tem vinte anos uma vez. Faça o que tiver vontade.
Um silêncio constrangedor pairou pela mesa. Ele ofereceu-se para pagar a conta. Ela, com certo constrangimento, aceitou. Ambos dirigiram-se as suas salas. Sentado em frente ao computador, Rogério teve taquicardia. Um nervosismo infantil. Suavam-lhe as mãos. Sentia-se um adolescente. Lembrou-se da primeira vez em que fizera amor com Maria Alice. Por que a mulher lhe vinha à memória naquele momento? Remorso? Não havia feito nada. Não tinha porque se sentir culpado. Mas sentia-se. Sabia que iria fazer. Não resistiria. Não resistiu. Na tela do computador, escrevia:
De: Rogério dos Santos
Assunto: Encontro
“Quero ver você, fora daqui. Já não posso mais resistir.”
Enviar? Sim.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
O Adultério - Capítulo 3
- Não posso ficar muito tempo, tenho que encontrar a patroa.
- Pô Rogério, deixa de ser pau-mandado cara. Liga pra “nêga véia” e mostra quem usa as calças.
Aqueles homens de meia-idade, com seus cabelos grisalhos e avantajadas barrigas, que denunciavam seus hábitos etílicos, riam feito crianças. Os chopinhos depois do expediente rendiam sempre as mesmas conversas: futebol, alguma situação ocorrida na empresa, algum colega que falecia prematuramente e, claro, mulheres.
- Vocês viram como está a Linda?
- A estagiária da Contabilidade?
- Não era dela que eu estava falando. Mas já que mencionou. Que guriazinha bem gostosa. Vocês viram o tamanho da bunda? Pelo amor de Deus!
- E ela nem é tão bonita. Mas é boa. Farta né?
- Sim, farta. “Farta” pouco para ser gordinha. Mas não é. Eu só que-
ria duas horinhas com ela.
- E eu, quinze minutos.
Mais uma vez, as gargalhadas, propagando-se em meio a fumaça dos cigarros e aos canecos de chope, chamavam a atenção para a mesa daqueles cinco homens. Colegas e amigos. Mais do que colegas, cúmplices. Companheiros de trabalho e, como gostava de falar Adalberto - o mais velho da turma - companheiros de “fubangagem”. E é ele quem repara a desatenção e o desconforto de Rogério:
- O que foi Midas? (era como chamavam Rogério, dizendo que qualquer coisa em suas mãos virava ouro) Ficou quieto quando começamos a falar da Lindinha da contabilidade? O que tu achas?
- Muito gostosa. Mas é uma guriazinha. Quase pedofilia. Acho que o Paulão ia falar
de outra. Quem é?
- A Lindalva.
- Que Lindalva o quê? A mulher ta acabada. Teve passado, mas já era. Desdenha Julio.
- Olha lá que a separação fez bem pra titia. Ta “inteiraça”. “Recauchutada”. Bonitona. Replica Paulão.
- Bem capaz! Essa aí ta aposentada. Já deu o que tinha que dar.
- Ah, pára Julio. Tu já andaste “de mãozinha” com coisa bem pior na
Rua da Praia. E ainda pagou.
E mais risadas.
Linda e Lindalva, apesar de terem o mesmo nome e apelido, não se pareciam em nada. A segunda, separada do marido recentemente, tinha 54 anos. Denunciava, em suas características, ter sido belíssima um dia. Ainda possuía alguns atributos. Bonito rosto, marcado por algumas rugas, seios fartos, porém com mais de meio século de vida, e pernas como jamais se viu. Nisso, todos concordavam, eram as mais belas pernas que já viram. Vinte anos antes, quando a maioria deles entrara na empresa, eram ainda melhores, evidentemente. Mas ainda serviam muito bem, até mesmo aos mais seletivos. Longas e rijas pernas. Grossas e lindas.
A primeira Linda, do alto dos seus 20 anos, não era o estereótipo de beleza. Mas era abundante, exageradamente gostosa. Os mais rudes a chamavam de potranca. Clarismunda. Porém, nem tão feia de cara assim. Com um corpo que, inevitavelmente, sucumbiria à ação da gravidade um dia. Mas dali a muito tempo. Aos 20 anos, não parecia haver fenômeno físico capaz de deixar aquele corpo menos cobiçado. As outras mulheres da empresa a chamavam de gorda. Argüindo que, quando Linda tivesse a idade delas, não chegaria aos seus pés. O fato é que ela não tinha a idade delas. Por motivos bem diferentes dos de Rogério, a menina também era invejada. E era justamente isso o que mais o atraia.
- Pô Rogério, deixa de ser pau-mandado cara. Liga pra “nêga véia” e mostra quem usa as calças.
Aqueles homens de meia-idade, com seus cabelos grisalhos e avantajadas barrigas, que denunciavam seus hábitos etílicos, riam feito crianças. Os chopinhos depois do expediente rendiam sempre as mesmas conversas: futebol, alguma situação ocorrida na empresa, algum colega que falecia prematuramente e, claro, mulheres.
- Vocês viram como está a Linda?
- A estagiária da Contabilidade?
- Não era dela que eu estava falando. Mas já que mencionou. Que guriazinha bem gostosa. Vocês viram o tamanho da bunda? Pelo amor de Deus!
- E ela nem é tão bonita. Mas é boa. Farta né?
- Sim, farta. “Farta” pouco para ser gordinha. Mas não é. Eu só que-
ria duas horinhas com ela.
- E eu, quinze minutos.
Mais uma vez, as gargalhadas, propagando-se em meio a fumaça dos cigarros e aos canecos de chope, chamavam a atenção para a mesa daqueles cinco homens. Colegas e amigos. Mais do que colegas, cúmplices. Companheiros de trabalho e, como gostava de falar Adalberto - o mais velho da turma - companheiros de “fubangagem”. E é ele quem repara a desatenção e o desconforto de Rogério:
- O que foi Midas? (era como chamavam Rogério, dizendo que qualquer coisa em suas mãos virava ouro) Ficou quieto quando começamos a falar da Lindinha da contabilidade? O que tu achas?
- Muito gostosa. Mas é uma guriazinha. Quase pedofilia. Acho que o Paulão ia falar
de outra. Quem é?
- A Lindalva.
- Que Lindalva o quê? A mulher ta acabada. Teve passado, mas já era. Desdenha Julio.
- Olha lá que a separação fez bem pra titia. Ta “inteiraça”. “Recauchutada”. Bonitona. Replica Paulão.
- Bem capaz! Essa aí ta aposentada. Já deu o que tinha que dar.
- Ah, pára Julio. Tu já andaste “de mãozinha” com coisa bem pior na
Rua da Praia. E ainda pagou.
E mais risadas.
Linda e Lindalva, apesar de terem o mesmo nome e apelido, não se pareciam em nada. A segunda, separada do marido recentemente, tinha 54 anos. Denunciava, em suas características, ter sido belíssima um dia. Ainda possuía alguns atributos. Bonito rosto, marcado por algumas rugas, seios fartos, porém com mais de meio século de vida, e pernas como jamais se viu. Nisso, todos concordavam, eram as mais belas pernas que já viram. Vinte anos antes, quando a maioria deles entrara na empresa, eram ainda melhores, evidentemente. Mas ainda serviam muito bem, até mesmo aos mais seletivos. Longas e rijas pernas. Grossas e lindas.
A primeira Linda, do alto dos seus 20 anos, não era o estereótipo de beleza. Mas era abundante, exageradamente gostosa. Os mais rudes a chamavam de potranca. Clarismunda. Porém, nem tão feia de cara assim. Com um corpo que, inevitavelmente, sucumbiria à ação da gravidade um dia. Mas dali a muito tempo. Aos 20 anos, não parecia haver fenômeno físico capaz de deixar aquele corpo menos cobiçado. As outras mulheres da empresa a chamavam de gorda. Argüindo que, quando Linda tivesse a idade delas, não chegaria aos seus pés. O fato é que ela não tinha a idade delas. Por motivos bem diferentes dos de Rogério, a menina também era invejada. E era justamente isso o que mais o atraia.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
O Adultério - Capítulo 2
Rogério era funcionário de uma grande empresa. Vida regrada. Ganhava bem. Casou-se com o grande amor de sua vida aos 23 anos. Os colegas invejavam-no. Há 15 anos na empresa, adquiriu reconhecimento, promoções, bonificações, até tornar-se diretor-chefe da Região Sul. Prestava consultoria a diversas multinacionais, empresas públicas e ainda tinha sucesso como jogador de tênis. Sempre ganhava os campeonatos promovidos pela associação dos funcionários da empresa, que ocorriam, sempre, em algum outro estado do país, ou mesmo fora dele, já que se tratava de uma instituição com sede em toda América Latina. Afora os treinos semanais de tênis, o futebol aos finais de semana e eventuais happy hours com colegas da empresa, era um homem de poucas distrações.
Vivia para a família e para o trabalho. Muito mais para família do que para o trabalho. Chegou a um momento de sua vida em que podia se dar ao luxo de dar atenção aos filhos e à esposa. E que esposa era Maria Alice. A mulher ideal. Perfeita. Aos 39 anos, a mesma idade do marido, tinha uma beleza clássica, uma postura extremamente elegante, uma verdadeira dama. A pele branca e absolutamente lisa. Um rosto com pequeníssimas marcas do tempo. Cabelos negros, cacheados e volumosos, que emolduravam a verdadeira obra de arte que eram os seus olhos. Duas grandes bolas verdes e cristalinas, que tiravam o fôlego de quem as olhasse. Características que chegavam a contrastar com o seu corpo escultural, arduamente trabalhado em academia, sem qualquer gordura ou sinal das duas gravidez. Um corpo voluptuoso, parecido com os corpos daquelas dançarinas de axé. Firme. Tudo perfeitamente distribuído.
Eram felizes. Mesmo assim, Rogério estava insatisfeito. Conseguira tudo o que queria antes dos 40 anos. E o que mais o incomodava era o fato de jamais ter tido outro amor, ou mesmo uma paixão passageira. Teve pequenos casos. Não era santo. Um tanto hedonista, mais de uma vez, abusava de sua beleza, inteligência e status social para conquistar algumas jovens a procura de aventuras sexuais, jantares caros e pequenos presentes. Mas jamais deixara rastros. Tinha certeza de que era fiel. Se não fiel, pelo menos, leal. Era.
Vivia para a família e para o trabalho. Muito mais para família do que para o trabalho. Chegou a um momento de sua vida em que podia se dar ao luxo de dar atenção aos filhos e à esposa. E que esposa era Maria Alice. A mulher ideal. Perfeita. Aos 39 anos, a mesma idade do marido, tinha uma beleza clássica, uma postura extremamente elegante, uma verdadeira dama. A pele branca e absolutamente lisa. Um rosto com pequeníssimas marcas do tempo. Cabelos negros, cacheados e volumosos, que emolduravam a verdadeira obra de arte que eram os seus olhos. Duas grandes bolas verdes e cristalinas, que tiravam o fôlego de quem as olhasse. Características que chegavam a contrastar com o seu corpo escultural, arduamente trabalhado em academia, sem qualquer gordura ou sinal das duas gravidez. Um corpo voluptuoso, parecido com os corpos daquelas dançarinas de axé. Firme. Tudo perfeitamente distribuído.
Eram felizes. Mesmo assim, Rogério estava insatisfeito. Conseguira tudo o que queria antes dos 40 anos. E o que mais o incomodava era o fato de jamais ter tido outro amor, ou mesmo uma paixão passageira. Teve pequenos casos. Não era santo. Um tanto hedonista, mais de uma vez, abusava de sua beleza, inteligência e status social para conquistar algumas jovens a procura de aventuras sexuais, jantares caros e pequenos presentes. Mas jamais deixara rastros. Tinha certeza de que era fiel. Se não fiel, pelo menos, leal. Era.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
O Adultério
Estréio hoje, a exemplo de Dias Gomes, Glória Perez, Reginaldo Silva entre outros grandes nomes da dramaturgia, a minha primeira novela, mini-série, seriado, folhetim ou como queiram chamar. Uma história do cotidiano, com suspense, humor e principalmente: adultério. Os capítulos serão postados todas as terças e quintas. A história pode sofrer alterações conforme as postagens dos leitores. Ou não. Leiam, divirtam-se, corrijam, critiquem. Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Abaixo, o primeiro capítulo desta história, que começa com um simples e-mail.
Capítulo 1
De: Rogério dos Santos
Enviada: segunda-feira, julho de 2009
Assunto: Encontro
“Quero ver você, fora daqui. Já não posso mais resistir.”
O que significa essa mensagem? Para quem foi endereçada? Quem é Rogério?
Não percam os próximos Capítulos de "O Adultério"
Capítulo 1
De: Rogério dos Santos
Enviada: segunda-feira, julho de 2009
Assunto: Encontro
“Quero ver você, fora daqui. Já não posso mais resistir.”
O que significa essa mensagem? Para quem foi endereçada? Quem é Rogério?
Não percam os próximos Capítulos de "O Adultério"
O quê que eles não inventam?
Mais uma da série, como diria a minha vó: "O quê que eles não inventam?". Cuidado com a higiene!
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Do Macaco
Ouvindo o Macaco Simão agora há pouco na Band News, destaco essas pérolas. Depois do pré-sal, o Lula vai lançar outros "prés". Alguns novos programas de governo. O pré-primário: programa de alfabetização comandado diretamente pelo presidente. O pré-juízo, programa que atinge a todos. O programa pré-zepada, todas as alternativas anteriores. Para aguentar o Lula, o Brasil precisa é de um banho de pré-sal grosso e de um pré-sal de frutas.
E a Vanusa? Coitada. Foi convidada a cantar o Hino Nacional na Assémbléia de São Paulo e deu o maior vexame. Por causa de um remédio para labirintite que a deixou "grog", executou o hino. A queima-roupa e com requintes de crueldade. O vídeo dela na internet foi apelidado de "O Vírus do Ipiranga".
E falando em internet. Está rolando na web um e-mail entitulado: "Fotos de Dilma nua". Não abram! Pode não ser vírus.
E para terminar, no jornal Zero Hora de hoje, na coluna da Rosane de Oliveira, há uma foto do lançamento do pré-sal, ontem, em Brasília. Abaixo de um cartaz que diz "Futuro do Brasil", estão Lula, Dilma e entre os dois, quem? Quem? Ele, o pai do capeta: José Sarney. O Simão está certo. É o país da piada pronta.
E a Vanusa? Coitada. Foi convidada a cantar o Hino Nacional na Assémbléia de São Paulo e deu o maior vexame. Por causa de um remédio para labirintite que a deixou "grog", executou o hino. A queima-roupa e com requintes de crueldade. O vídeo dela na internet foi apelidado de "O Vírus do Ipiranga".
E falando em internet. Está rolando na web um e-mail entitulado: "Fotos de Dilma nua". Não abram! Pode não ser vírus.
E para terminar, no jornal Zero Hora de hoje, na coluna da Rosane de Oliveira, há uma foto do lançamento do pré-sal, ontem, em Brasília. Abaixo de um cartaz que diz "Futuro do Brasil", estão Lula, Dilma e entre os dois, quem? Quem? Ele, o pai do capeta: José Sarney. O Simão está certo. É o país da piada pronta.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Transparência
Ao tentar acessar o Portal Transparência, lançado hoje, ao meio-dia, pelo Governo do Estado, deparei-me com essa mensagem. Deve ser um problema técnico, talvez pela grande quantidade de acessos do primeiro dia de funcionamento. Mas elucida bem o conteúdo desta que deveria ser a janela para dentro do funcionamento dos poderes no Rio Grande. Para aquilo que realmente queremos saber, o acesso é negado. Como de praxe, a montanha pariu um rato!
TOC
Ouvindo o programa Polêmica da rádio Gaúcha de hoje, que tratava sobre o Transtorno Obsessivo Compulsivo, lembrei que tive TOC na adolescência, o pior de tudo é que também sofria de abstinência sexual. Me masturbava 300 vezes consecutivas.
sábado, 11 de julho de 2009
Twitter e Michael Jackson
Aderi. Para entrar na onda e poder dizer, sigam-me no Twitter twitter.com/matheussgiglio. Ainda não estou muito familiarizado. Mas, com o tempo, acho que as coisas fluem. Em breve, meus personagens, Biso, Maria José, Rádio Taxista, o Bêbado e a Já Deu entrarão no Twitter. Nos próximos dias, aproveitando que estou de férias, farei um Entrevista de Pauta Livre com cada um e comentarei os últimos fatos do Brasil e do Mundo. Com aquela pretensão de sempre, e, se possível, tirando um sarro. Por falar em últimos acontecimentos. Vocês sabiam que morreu o Michael Jackson? Que coisa não? Se você pauta sua vida pelas informações advindas deste blog, pois saiba agora, com exclusividade, sou o primeiro e único a dar essa notícia neste blog. Vocês não perdem por esperar informações sobre o velório do homem, quer dizer, sei lá o que era aquilo. Ósculos e amplexos!
terça-feira, 23 de junho de 2009
O quê que eles não inventam?
Mais uma da série, como diria a minha avó, o quê que eles não inventam? Sei tudo de "ingrêis". hehehe
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Três vezes de ressaca
Estou de ressaca! Por três motivos diferentes e nenhum deles é etílico. O primeiro, já estou acostumado, todos os anos é assim, devo a minha eterna gripe. No inverno, fico extremamente gripado, muito gripado, gripado ou meio gripado. Neste momento, estou entre o gripado e o muito gripado, com uma dor de cabeça que não me deixa e um cansaço fora do comum. O segundo motivo é a derrota do meu time no primeiro tempo da final da Copa do Brasil. E o terceiro, e pior deles, é por conta da preocupação com a decisão do STF, ontem, por oito votos a um, que derrubou a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista. Dá um certo desanimo a quem investe tempo e uma quantia muito expressiva de dinheiro em um curso superior para graduar-se e ter os pré-requisitos sabidamente necessários para o exercício da profissão. A idéia de que qualquer “jaguané” pode se intitular jornalista, mesmo não tendo o mínimo de técnica e conteúdo para tanto, transtorna e irrita. Torço para que o bom-senso dos veículos de comunicação não seja abalado com tal decisão e que o diploma continue sendo, se não uma garantia, um indicativo muito importante de que aquele profissional é capacitado para exercer tal atividade.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Olha a palhaçada 2

Neste domingo "harará", mais uma vez, e começará ali por “oitimeia nove horas”, o Pocket Show de Stand-up Comedy (traduzindo: uma merdinha de show de palhaçada sem muitos recursos) intitulado Falando Nisso. O espetáculo ocorrerá no Live Sport Pub, que fica no bairro Tristeza, Zona Sul de Porto Alegre, na Rua Dr. Barcelos 435.
O ingresso é de 7 "pilas". Venham assistir à melhor dupla de Sertanejo Universitário com Temática Gay: Já Deu e Já Vai Dá. Com grandes hits como Ai Heitor (paródia de É o Amor), Fábio (paródia de Fada) entre outros grandes sucessos. Finalmente, contaremos com a participação de mais um integrande além dos fixos Pietro Dalberto, João Mauro Cruz e Eu, o querido e sumido amigo Gguilherme Panda Nogueira. Teremos novidades, confiram. Até lá!
terça-feira, 9 de junho de 2009
Ausente
Não, eu não abandonei novamente o blog, estou apenas com certa dificuldade em administrar as minhas atividades: estágio, faculdade, teatro, blog e algumas outras mais interessantes. Preciso realizar alguns trabalhos, estudar para provas, afinal, é final de semestre e não intento rodar em nenhuma cadeira, portanto, aguardem, que, em breve, postarei algo interessante. Por enquanto, vou enchendo lingüiça mesmo, só pra não dizerem que larguei de mão. Ósculos e amplexos.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Passageiros feridos em turbulência de avião passam por cirurgias

A manchete é da Folha Online. A foto é de Rubens Cavallari. O impressionante é a semelhança da empresária que ficou ferida após turbulência em um avião da TAM, ocorrida na última segunda-feira, com a governadora Yeda Crusius. Algum gaiato poderia escrever as seguintes manchetes para essa foto:
Governadora apanha mais do que cachorro ladrão
Oposição parte para ignorância
Sem CPI, Yeda pára na UTI
Coronel Mendes quer reassumir comando da BM
A revanche de Feijó
O motivo da separação
E a casa caiu
Quem tiver mais sugestões de manchetes, escreva nos comentários.
Nada supera a realidade
Nesta manhã, despretensiosamente, estava eu na parada do ônibus, próxima a minha casa, esperando a condução que me levaria ao começo de mais um dia normal. Algo inusitado me ocorreu. Nada de muito espetacular, apenas curioso e que me fez refletir: por mais que eu tente inventar uma história ou uma piada, nada supera a realidade.
Na parada do ônibus, estava uma velhinha, muito simpática, dos seus 75 anos creio eu. Daquelas pessoas solitárias, que sentem necessidade de conversar. Então conversamos. Na verdade foi um monólogo. Ela falava e eu ouvia. A história começou com seus dedinhos finos e frágeis apontando para o topo de uma árvore do outro lado da rua e dizendo:
- Meu filho, olha que coisa bonita. Como é inteligente este João-de-Barro. Olha bem para que lado está a abertura da casinha dele...Contra o vento. É impressionante a natureza, não é?
- É verdade. Respondi com atenção (aliás, minhas manifestações foram todas assim, uma, duas palavras, normalmente monossilábicas).
- Tu sabes, ela continuou, que na minha casa, há algum tempo, rondava um João-de-Barro. Pousava sempre em cima do meu telhado. Eu conversava com ele, dizia para ele fazer sua casinha em cima do muro que tenho no pátio. Um muro alto. Porque eu ia desmanchar o telhado da casa e teria que destruir a construção do passarinho se ele a fizesse ali. E eu queria a companhia dele, afinal, éramos somente eu e o meu marido.
Eu estava achando legal ouvir aquele tipo de coisa, àquela hora da manhã. Era uma história bonita, boa de se ouvir. E o jeito daquela senhorinha era cativante. Ela continuou:
- Mas não teve jeito. O Joãozinho começou a construir a casinha dele no telhado, por mais que eu conversasse e pedisse para fazê-la no muro. Eu adorava aquilo. Era bonito de ver ele juntando o barro, os galhos, de pedacinho em pedacinho, construindo a sua morada. Até desisti de destruir o telhado.
Linda história, pensava comigo mesmo. Pensei em como não prestamos a devida atenção às pequenas e belas coisas da vida. Estava sendo um momento de introspecção, reflexão sobre o estresse do dia-a-dia, sobre aquilo que fazemos com o nosso tempo e que não nos permite vislumbrar as coisas belas da natureza. Pensava no desapego material daquela senhora, que deixaria de fazer uma obra em sua residência só para não destruir a casa de um passarinho. Então ela interrompe esse momento e diz:
- Não é que foi o desgraçado do passarinho terminar a casa dele que eu perdi minhas duas irmãs e o meu marido. Desmanchei o teto da minha casa e arrebentei com aquela porcaria que o João-de-Barro fez.
Aquilo foi um choque para mim. Ao mesmo tempo em que me espantava, ria, com certo constrangimento, afinal de contas aquela pacata velhinha havia perdido três entes queridos. E ela finalizou:
- Dia desses, um outro João de Barro começou a rondar a minha casa. Pousou no meu muro, e eu pensei: - Dessa vez não! Peguei uma pedra e atirei! Quase matei o filho da puta!
Na parada do ônibus, estava uma velhinha, muito simpática, dos seus 75 anos creio eu. Daquelas pessoas solitárias, que sentem necessidade de conversar. Então conversamos. Na verdade foi um monólogo. Ela falava e eu ouvia. A história começou com seus dedinhos finos e frágeis apontando para o topo de uma árvore do outro lado da rua e dizendo:
- Meu filho, olha que coisa bonita. Como é inteligente este João-de-Barro. Olha bem para que lado está a abertura da casinha dele...Contra o vento. É impressionante a natureza, não é?
- É verdade. Respondi com atenção (aliás, minhas manifestações foram todas assim, uma, duas palavras, normalmente monossilábicas).
- Tu sabes, ela continuou, que na minha casa, há algum tempo, rondava um João-de-Barro. Pousava sempre em cima do meu telhado. Eu conversava com ele, dizia para ele fazer sua casinha em cima do muro que tenho no pátio. Um muro alto. Porque eu ia desmanchar o telhado da casa e teria que destruir a construção do passarinho se ele a fizesse ali. E eu queria a companhia dele, afinal, éramos somente eu e o meu marido.
Eu estava achando legal ouvir aquele tipo de coisa, àquela hora da manhã. Era uma história bonita, boa de se ouvir. E o jeito daquela senhorinha era cativante. Ela continuou:
- Mas não teve jeito. O Joãozinho começou a construir a casinha dele no telhado, por mais que eu conversasse e pedisse para fazê-la no muro. Eu adorava aquilo. Era bonito de ver ele juntando o barro, os galhos, de pedacinho em pedacinho, construindo a sua morada. Até desisti de destruir o telhado.
Linda história, pensava comigo mesmo. Pensei em como não prestamos a devida atenção às pequenas e belas coisas da vida. Estava sendo um momento de introspecção, reflexão sobre o estresse do dia-a-dia, sobre aquilo que fazemos com o nosso tempo e que não nos permite vislumbrar as coisas belas da natureza. Pensava no desapego material daquela senhora, que deixaria de fazer uma obra em sua residência só para não destruir a casa de um passarinho. Então ela interrompe esse momento e diz:
- Não é que foi o desgraçado do passarinho terminar a casa dele que eu perdi minhas duas irmãs e o meu marido. Desmanchei o teto da minha casa e arrebentei com aquela porcaria que o João-de-Barro fez.
Aquilo foi um choque para mim. Ao mesmo tempo em que me espantava, ria, com certo constrangimento, afinal de contas aquela pacata velhinha havia perdido três entes queridos. E ela finalizou:
- Dia desses, um outro João de Barro começou a rondar a minha casa. Pousou no meu muro, e eu pensei: - Dessa vez não! Peguei uma pedra e atirei! Quase matei o filho da puta!
quarta-feira, 27 de maio de 2009
O quê que eles não inventam?

Mais uma da série, como diria a minha avó, o quê que eles não inventam? Depois da mulher melancia, da mulher moranguinho e até da mulher aipim (a do Ronaldo), está aí a mulher alho. Apreciem.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Respondendo os Comentários IV
Caro amigo Konrad, saudades das bebedeiras também, não faltarão oportunidades futuras. Já peço para que acompanhe o blog porque, dentro em breve, devo colocar mais uma postagem-convite para as apresentações de stand-up comedy que venho fazendo nos últimos meses no Live Sport Pub, ali na Dr. Barcelos, aos domingos, bem perto da tua casa "rapá", vê se aparece lá qualquer hora dessas. Quanto ao comentário do amigo Bruno, hehehe, nada melhor do que uma mesa de bar para trovar fiado. É onde surgem as melhores idéias. Isso que era no bar da universidade, na hora do intervalo, sem quaisquer bebidas etílicas. Aliás, parabéns pelo blog To chegando (ali ao lado, nos meus blogs indicados). Muito legal cara. Sugiro continuar depois, trocando o nome para Já Cheguei. Rende livro e com certeza será uma recordação muito legal mais tarde. Muitas felicidades para esse trio. Vocês sabem que vos considero "bagarai". Até mais!
Que Chinelagem
Ser “chinelo” é uma coisa triste. E, a menos que o cara nasça com o sobrenome Gerdau Johanpeter Sirotsky Goldstein, em algum momento da vida ele passa pela fase de “chinelão”.
Se bem que, ter um sobrenome desses é até covardia. Automaticamente, abrem-se muitas portas. E muitas pernas também.
-Boa tarde, eu gostaria de averiguar se foi registrada a minha reserva na suíte máster.
-Qual o seu nome senhor.
-Juarez Gerdau Johanpeter Sirotsky Goldstein
A recepcionista do hotel tem orgasmos múltiplos. O primeiro nome da criatura nem interessa.
Mas, voltando para a chinelagem.
Chinelagem, por exemplo, é levar a namorada a pé ao motel. Quem nunca fez isso? Graças a Deus eu já passei por isso há tempos. Faz uns 15 dias, mais ou menos.
E o “chinelão”, não satisfeito em entrar a pé no motel, ainda leva duas “sacolinhas” do BIG, que na real é mais barato.
Dentro: uma espumante (das mais baratas), duas garrafinhas de Smirnoff Ice pra fazer um “H”com a namorada, uma caixa de bom-bom da Nestlé e uns salgadinhos.
Afinal, gastar os produtos do frigobar está fora de cogitação. R$ 3,90 a lata da Coca-Cola! Bem capaz! No máximo uma garrafinha de água. Que depois o chinelo enche de novo com água da torneira.
Antes de entrar no quarto, o mais barato, ele ainda pergunta: Quanto é que ta a hora? Quer dizer, o cara acha que está num estacionamento rotativo.
E o quarto é tão pequeno que o não dá pra fazer um 69, e sim um 34,5. A banheira é praticamente uma bacia.
Então ele entra. Paga adiantado porque o dono do motel já percebeu que ele é chinelão. O cara-de-pau passa o banricompras, 25 “pila” para 30 dias, por 45 minutos de puro prazer.
Deslumbrados com o quarto, o casal bebe a espumante, as duas Smirnoffs, come uns bom-bons e salgadinhos. Brincam com os sais de banho. Ligam a tv do quarto, vêem umas sacanagens no pay-per-view. Guardam as coisas e vão trepar em casa, porque a camareira já está batendo na porta gritando: - Sai daí o “chinelão”, acabou o tempo!
OBS: Esse texto é uma obra de ficção com o único intuito de fazer graça. Não corresponde a minha realidade, presente, passada ou futura. Acredite quem quiser.
Se bem que, ter um sobrenome desses é até covardia. Automaticamente, abrem-se muitas portas. E muitas pernas também.
-Boa tarde, eu gostaria de averiguar se foi registrada a minha reserva na suíte máster.
-Qual o seu nome senhor.
-Juarez Gerdau Johanpeter Sirotsky Goldstein
A recepcionista do hotel tem orgasmos múltiplos. O primeiro nome da criatura nem interessa.
Mas, voltando para a chinelagem.
Chinelagem, por exemplo, é levar a namorada a pé ao motel. Quem nunca fez isso? Graças a Deus eu já passei por isso há tempos. Faz uns 15 dias, mais ou menos.
E o “chinelão”, não satisfeito em entrar a pé no motel, ainda leva duas “sacolinhas” do BIG, que na real é mais barato.
Dentro: uma espumante (das mais baratas), duas garrafinhas de Smirnoff Ice pra fazer um “H”com a namorada, uma caixa de bom-bom da Nestlé e uns salgadinhos.
Afinal, gastar os produtos do frigobar está fora de cogitação. R$ 3,90 a lata da Coca-Cola! Bem capaz! No máximo uma garrafinha de água. Que depois o chinelo enche de novo com água da torneira.
Antes de entrar no quarto, o mais barato, ele ainda pergunta: Quanto é que ta a hora? Quer dizer, o cara acha que está num estacionamento rotativo.
E o quarto é tão pequeno que o não dá pra fazer um 69, e sim um 34,5. A banheira é praticamente uma bacia.
Então ele entra. Paga adiantado porque o dono do motel já percebeu que ele é chinelão. O cara-de-pau passa o banricompras, 25 “pila” para 30 dias, por 45 minutos de puro prazer.
Deslumbrados com o quarto, o casal bebe a espumante, as duas Smirnoffs, come uns bom-bons e salgadinhos. Brincam com os sais de banho. Ligam a tv do quarto, vêem umas sacanagens no pay-per-view. Guardam as coisas e vão trepar em casa, porque a camareira já está batendo na porta gritando: - Sai daí o “chinelão”, acabou o tempo!
OBS: Esse texto é uma obra de ficção com o único intuito de fazer graça. Não corresponde a minha realidade, presente, passada ou futura. Acredite quem quiser.
Mais um óbvio comentário sobre a política nacional
Assisti a um trecho do programa Canal Livre da Band ontem à noite. O entrevistado foi o senador Fernando Collor de Melo. Os dois blocos a que assisti foram permeados de perguntas sobre a cena política atual, a presidência da comissão de infra-estrutura, que avalia as ações do PAC, a posição do senador na CPI da Petrobrás (Collor deverá ser o fiel da balança nessa Comissão Parlamentar de Inquérito) e a crise ética do legislativo brasileiro.
Envolto em demagogias e frases prontas, nada além do que se espera de um parlamentar, Collor respondeu essas questões com naturalidade. Por exemplo, falou que é contra o terceiro mandato do presidente Lula, já que é contra reeleição, considera uma ação anti-republicana, é a favor da alternância do poder. É a favor também do parlamentarismo e de uma reforma política, que, conforme falou, espera estar vivo para vê-la. Rasgou elogios à ministra Dilma, alertando que o pedido feito por ele para que a ministra-chefe da Casa Civil preste depoimentos à comissão de infra-estrutura tem o intuito de clarear algumas ações do governo, o que será bom para Dilma, já que certamente ela tem todas as respostas.
Mas o que considerei mais interessante na entrevista foi o momento em que reproduziram um trecho do debate entre Collor e Lula, já no segundo turno das eleições de 89 à presidência. No trecho mostrado, Collor “malha” o então candidato Luis Inácio Lula da Silva, questionando sua capacidade intelectual. Depois disso, os entrevistadores indagaram como estava a sua relação atualmente com o presidente. Mais uma vez a demagogia veio à tona. Collor disse que o presidente é um homem extremamente capacitado e profundo conhecedor dos problemas do país. Realmente, a curto ou médio prazo, tenho, cada vez mais, a nítida impressão de que a nossa política não tem jeito. É uma conjunção de interesses privados, de muito poucos, que regem as ações dos parlamentares. E isso acontece desde o princípio da redemocratização do Brasil. Estão quase todos aí ainda, rapozas velhas que não largam o osso, vivem como no passado, que, infelizmente é muito recente e eles ainda vivem.
Não vivi esse momento da história brasileira. Tinha apenas um ano de idade. Não fosse pelos livros, pelas revistas, televisões e matérias de jornais que, às vezes, resgatam a história recente do Brasil, não saberia, e não sei, exatamente, o que aconteceu naquele período. Não acompanhei. Mas, pela história contada, sempre tive a impressão de que o impeachment (renúncia) do presidente Collor de Melo, foi um importante marco da democracia brasileira. Os “caras pintadas”, a mobilização nacional. Sim, inegável que foi um marco. Mas, pelo que vi na entrevista de ontem, o principal motivo da execração de Collor foi a sua inexperiência política. Collor não soube fazer aquilo que o presidente Lula faz muito bem e que foi um ponto fundamental para que pouco ou nada ocorresse a ele no caso do “Mensalão”. Diferentemente de Lula, Collor não tinha diálogo com a câmara. Não tinha uma base aliada significante para manter a tal “governabilidade”, que, no Brasil, é a capacidade que o executivo tem de, através de relações extremamente duvidosas, para não dizer imorais e podres (que permitem mensalões de toda ordem), aliciar quantos deputados e senadores forem necessários para “governar”.
É lamentável, mas o nosso legislativo, sem o qual uma democracia não pode vingar, no caso brasileiro é um empecilho governamental, que se vende por uma comissão aqui ou uma vantagem acolá, e que torna homens como Lula, Color, Sarney e Cia, antigos inimigos figadais, amigos de infância.
Envolto em demagogias e frases prontas, nada além do que se espera de um parlamentar, Collor respondeu essas questões com naturalidade. Por exemplo, falou que é contra o terceiro mandato do presidente Lula, já que é contra reeleição, considera uma ação anti-republicana, é a favor da alternância do poder. É a favor também do parlamentarismo e de uma reforma política, que, conforme falou, espera estar vivo para vê-la. Rasgou elogios à ministra Dilma, alertando que o pedido feito por ele para que a ministra-chefe da Casa Civil preste depoimentos à comissão de infra-estrutura tem o intuito de clarear algumas ações do governo, o que será bom para Dilma, já que certamente ela tem todas as respostas.
Mas o que considerei mais interessante na entrevista foi o momento em que reproduziram um trecho do debate entre Collor e Lula, já no segundo turno das eleições de 89 à presidência. No trecho mostrado, Collor “malha” o então candidato Luis Inácio Lula da Silva, questionando sua capacidade intelectual. Depois disso, os entrevistadores indagaram como estava a sua relação atualmente com o presidente. Mais uma vez a demagogia veio à tona. Collor disse que o presidente é um homem extremamente capacitado e profundo conhecedor dos problemas do país. Realmente, a curto ou médio prazo, tenho, cada vez mais, a nítida impressão de que a nossa política não tem jeito. É uma conjunção de interesses privados, de muito poucos, que regem as ações dos parlamentares. E isso acontece desde o princípio da redemocratização do Brasil. Estão quase todos aí ainda, rapozas velhas que não largam o osso, vivem como no passado, que, infelizmente é muito recente e eles ainda vivem.
Não vivi esse momento da história brasileira. Tinha apenas um ano de idade. Não fosse pelos livros, pelas revistas, televisões e matérias de jornais que, às vezes, resgatam a história recente do Brasil, não saberia, e não sei, exatamente, o que aconteceu naquele período. Não acompanhei. Mas, pela história contada, sempre tive a impressão de que o impeachment (renúncia) do presidente Collor de Melo, foi um importante marco da democracia brasileira. Os “caras pintadas”, a mobilização nacional. Sim, inegável que foi um marco. Mas, pelo que vi na entrevista de ontem, o principal motivo da execração de Collor foi a sua inexperiência política. Collor não soube fazer aquilo que o presidente Lula faz muito bem e que foi um ponto fundamental para que pouco ou nada ocorresse a ele no caso do “Mensalão”. Diferentemente de Lula, Collor não tinha diálogo com a câmara. Não tinha uma base aliada significante para manter a tal “governabilidade”, que, no Brasil, é a capacidade que o executivo tem de, através de relações extremamente duvidosas, para não dizer imorais e podres (que permitem mensalões de toda ordem), aliciar quantos deputados e senadores forem necessários para “governar”.
É lamentável, mas o nosso legislativo, sem o qual uma democracia não pode vingar, no caso brasileiro é um empecilho governamental, que se vende por uma comissão aqui ou uma vantagem acolá, e que torna homens como Lula, Color, Sarney e Cia, antigos inimigos figadais, amigos de infância.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
O quê que eles não inventam?
Mais uma da série, como diria a minha avó, o quê que eles não inventam. A musiquinha é do mestre Ary Toledo. É a mais pura verdade.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Regra Singular do Singular
Falando em Reforma Ortográfica, fiz algumas regras referentes ao plural das palavras terminadas em “S” ou “Z”. Apesar de não terem sido aderidas à nova ortografia, para mim, parecem lógicas. Ainda mais depois de beber algumas latas. Aliás, as regras foram escritas nessa circunstância. Chamo essa compilação, de dois pequenos tomos, de Regra Singular do Singular.
Tomo 1: Palavras terminadas em “S” ou “Z”, como ônibus, lápis, ânus, nariz, juiz, chafariz, imperatriz, etc, já estão no plural. Portanto, é necessário singularizá-las quando se estiver falando de apenas uma unidade. Quando se refere a mais do que 50 unidades, é necessário reforçar a pluralidade, dar ênfase.
Exemplos:
Ânus: Um anu. Dois anus. Mais de 50 anuseses.
Nariz: Um nari. Dois nariz. Mais de 50 narizeses.
Ônibus: Um onibu. Dois ônibus. Mais de 50 onibuseses.
Tomo 2: O plural de todas as palavras compostas, como São Francisco de Assis, também deve obedecer a Regra Singular do Singular.
Exemplo:
São Francisco de Assis: Um É Francisco de Assi. Dois São Franciscos de Assis. Mais de 50 São Franciscoseses de Assiseses.
Quanta bobagem!
Tomo 1: Palavras terminadas em “S” ou “Z”, como ônibus, lápis, ânus, nariz, juiz, chafariz, imperatriz, etc, já estão no plural. Portanto, é necessário singularizá-las quando se estiver falando de apenas uma unidade. Quando se refere a mais do que 50 unidades, é necessário reforçar a pluralidade, dar ênfase.
Exemplos:
Ânus: Um anu. Dois anus. Mais de 50 anuseses.
Nariz: Um nari. Dois nariz. Mais de 50 narizeses.
Ônibus: Um onibu. Dois ônibus. Mais de 50 onibuseses.
Tomo 2: O plural de todas as palavras compostas, como São Francisco de Assis, também deve obedecer a Regra Singular do Singular.
Exemplo:
São Francisco de Assis: Um É Francisco de Assi. Dois São Franciscos de Assis. Mais de 50 São Franciscoseses de Assiseses.
Quanta bobagem!
Respondendo aos comentários III
Agradeço aos amigos que perdem alguns minutos de seu tempo para prestigiar as bobagens e/ou assuntos de interesse público (que pretensão), que tenho escrito aqui no Pauta Livre. Peço desculpas ao Nicholas e ao Endrigo, que comentaram na última postagem, pela demora em aceitar seus comentários. É que eu ainda não estava habituado a isso. Existem alguns recursos do blog que não domino muito bem.
Aproveito para esclarecer que resolvi moderar os comentários, depois do último episódio. Saibam que não está vedado criticar o blog, ou esse blogueiro, mas, aproveitando que críticas ferrenhas foram feitas e pressupondo que as pessoas não medem suas palavras quando estão anônimas, só aceitarei comentários sobre terceiros, quando quem comentou identificar-se. Fiz-me entender? Acho que não. Explico: quem quiser falar mal de mim ou do blog, fique à vontade, terá seu comentário (mesmo que anônimo) publicado. Quem quiser falar de terceiros, também fique à vontade, mas passará pelo meu filtro de autocensura se acharem por bem não se identificar.
Respondendo os comentários, cheguei a brilhante conclusão que estou cometendo, pela terceira vez, um assassinato à língua portuguesa. O correto é respondendo "OS" comentários e não "AOS" comentários, já que, quem responde, responde alguma coisa a alguém. Aproveito o ensejo sobre a língua mãe para informar-lhes que estou adaptando-me aos poucos às novas regras da ortografia. Tenho até 2012 para fazê-lo, então, não reparem. Aliás, é uma ironia termos a reforma ortográfica e a lei seca promulgadas por um presidente com fama de pinguço e analfabeto. Enfim, correções e comentários feitos, daqui por diante postarei os próximos “Respondendo aos Comentários” com o título corrigido “Respondendo os Comentários”. Beijo, leiam-me. E como disse meu amigo Endrigo por e-mail, sigam-me no Twiter (nem sei o que é essa merda, mas ta na moda dizer isso).
Aproveito para esclarecer que resolvi moderar os comentários, depois do último episódio. Saibam que não está vedado criticar o blog, ou esse blogueiro, mas, aproveitando que críticas ferrenhas foram feitas e pressupondo que as pessoas não medem suas palavras quando estão anônimas, só aceitarei comentários sobre terceiros, quando quem comentou identificar-se. Fiz-me entender? Acho que não. Explico: quem quiser falar mal de mim ou do blog, fique à vontade, terá seu comentário (mesmo que anônimo) publicado. Quem quiser falar de terceiros, também fique à vontade, mas passará pelo meu filtro de autocensura se acharem por bem não se identificar.
Respondendo os comentários, cheguei a brilhante conclusão que estou cometendo, pela terceira vez, um assassinato à língua portuguesa. O correto é respondendo "OS" comentários e não "AOS" comentários, já que, quem responde, responde alguma coisa a alguém. Aproveito o ensejo sobre a língua mãe para informar-lhes que estou adaptando-me aos poucos às novas regras da ortografia. Tenho até 2012 para fazê-lo, então, não reparem. Aliás, é uma ironia termos a reforma ortográfica e a lei seca promulgadas por um presidente com fama de pinguço e analfabeto. Enfim, correções e comentários feitos, daqui por diante postarei os próximos “Respondendo aos Comentários” com o título corrigido “Respondendo os Comentários”. Beijo, leiam-me. E como disse meu amigo Endrigo por e-mail, sigam-me no Twiter (nem sei o que é essa merda, mas ta na moda dizer isso).
quinta-feira, 14 de maio de 2009
O quê que eles não inventam?
Mais uma da série, como diria a minha avó: O quê que eles não inventam. Vejam só a inocência, hehehe. Muito boa.
Respondendo aos comentários II
Leiam o comentário do Roberto, na postagem: Olha a palhaçada. Respondo-lhe: hehehe. Caro "Roberto", é falando merda que se aduba a vida. Não seja tão duro com as pessoas, com a vida, consigo mesmo. Compreendo que tal rigidez possa provir da "paumolescência" do teu ser. Isso é coisa de gente com ejaculação precoce. Se quiser dar credibilidade ao que diz tenha, pelo menos, "colhões" para identificar-se. Continue lendo este blog, perdendo seu precioso tempo com esse fantoche que se acha o tal, só porque faz parte do prédio 11. Na verdade, infelizmente, fazia, não faço mais parte deste programa, feito por universitários, que é uma excelente escola e que proporciona um grande aprendizado. Se quiseres resolver seu problema de mal-humor, entre no site abaixo. Um abraço, por trás!
http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3037&ReturnCatID=1746
http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3037&ReturnCatID=1746
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Sexo Explícito
Assisti a um trecho do Profissão Repórter de ontem. Chamou-me atenção um casal, do Rio de Janeiro, que faz shows de sexo explícito. Não o fato do que eles fazem, mas o quanto fazem.
14 vezes por noite, ou mais, e cobram de 300 a 1000 reais por performance.
Se todas as trepadas fossem de mil, seriam 14 mil reais por dia. Se todas fossem de 300, seria 4200 reais por dia. Arredondemos então para uns 6000 mil.
Cinco vezes por semana. São 30 mil. 120 mil reais por mês.
Dá até para estimar um cálculo meio escatológico. Do preço por litro.
E, falando em escatologia, eu achava que os políticos no Brasil eram bem pagos.
Não são. Eles fazem sexo explícito com a população e ganham bem menos do que isso.
O tal casal ainda disse que, às vezes, eles transam em casa depois, gratuitamente. Quer dizer, cada foda dessas não é prazer é prejuízo.
Isso me lembra aquela piada do cara do interior que foi ao médico porque tinha muita dor no pênis.
Ao ser perguntado pelo médico qual sua rotina ele disse:
- Ah doutor, eu acordo 6 horas da manhã, faço um sexozinho com a patroa, tomo café, faço mais um sexozinho e me mando pro milharal.
- Mais tarde, volto do milharal. Faço um sexozinho com a patroa. Tomo um bainho. Almoço. Faço mais um sexozinho e volto pro milharal.
- De noitinha, chego em casa e faço um sexozinho com a patroa de novo. Janto, tomo banho, faço mais um sexozinho e vou dormir. Qual meu problema doutor?
E o médico responde:
- Você faz sexo demais meu caro. E o matuto diz:
- E eu achando que era culpa das punhetinhas que eu batia lá no milharal.
Mas voltando para o sexo explícito.
Deve ser uma situação extremamente constrangedora.
O cara vai numa espécie de barzinho, com um palquinho, e o casal coiseia lá na frente de todo mundo.
E o lugar é normalmente tão pequeno que se algum dos dois soltar um traque, todo mundo sente o cheiro.
E o silêncio. Deve ser constrangedor. Todos olhando fixamente aquele casal , ali. Sem dizer uma palavra. Só escutando os sons naturais que o corpo humano produz.
Isso quando não saem os artificiais. Provocados pela trouxinha de repolho do almoço.
Um colega meu disse que já assistiu ao show. No Rio de Janeiro. Com esse mesmo casal.
Como o mundo é pequeno não é? Conheço uma pessoa que já sentiu o cheiro da "chimbica" daquela mulher.
Esse amigo me disse que foi com a esposa e um grupo de mais três ou quatro casais.
Imaginem o constrangimento. Quando se vai, por exemplo, a um barzinho com os amigos escutar uma musiquinha, normalmente se comenta algo depois.
- Gostei daquela música. E o agudo da cantora? Só não gostei do tempo que eles ficaram ali, achei muito pouco.
O que se diz depois de um sohw de sexo explícito?
- Olha, gostei daquele 69, tchê. E o agudo da mulher? Só não gostei do tamanho do pingulim, achei muito curto.
Parece que um dia desses o cara pegou uma gripe, teve que ser substituído.
Quem o substitui foi um japa do sushi em frente.
Os clientes cativos reclamaram. Queriam pagar só meia entrada.
Sem falar que para levar a mulher num lugar desses tem que se garantir. Tem que ser muito corajoso.
Ninguém está livre de ouvir da patroa:
- Eu disse que tu não sabia trepar.
Ou então, depois de perguntar:
- Meu amor. O que você achou?
Ela dizer:
- A gente transa, quando muito, duas vezes na semana, e você ganha 4 mil por mês. Eles ganham 120 mil e fazem sexo 14 vezes ao dia. O que você acha?
14 vezes por noite, ou mais, e cobram de 300 a 1000 reais por performance.
Se todas as trepadas fossem de mil, seriam 14 mil reais por dia. Se todas fossem de 300, seria 4200 reais por dia. Arredondemos então para uns 6000 mil.
Cinco vezes por semana. São 30 mil. 120 mil reais por mês.
Dá até para estimar um cálculo meio escatológico. Do preço por litro.
E, falando em escatologia, eu achava que os políticos no Brasil eram bem pagos.
Não são. Eles fazem sexo explícito com a população e ganham bem menos do que isso.
O tal casal ainda disse que, às vezes, eles transam em casa depois, gratuitamente. Quer dizer, cada foda dessas não é prazer é prejuízo.
Isso me lembra aquela piada do cara do interior que foi ao médico porque tinha muita dor no pênis.
Ao ser perguntado pelo médico qual sua rotina ele disse:
- Ah doutor, eu acordo 6 horas da manhã, faço um sexozinho com a patroa, tomo café, faço mais um sexozinho e me mando pro milharal.
- Mais tarde, volto do milharal. Faço um sexozinho com a patroa. Tomo um bainho. Almoço. Faço mais um sexozinho e volto pro milharal.
- De noitinha, chego em casa e faço um sexozinho com a patroa de novo. Janto, tomo banho, faço mais um sexozinho e vou dormir. Qual meu problema doutor?
E o médico responde:
- Você faz sexo demais meu caro. E o matuto diz:
- E eu achando que era culpa das punhetinhas que eu batia lá no milharal.
Mas voltando para o sexo explícito.
Deve ser uma situação extremamente constrangedora.
O cara vai numa espécie de barzinho, com um palquinho, e o casal coiseia lá na frente de todo mundo.
E o lugar é normalmente tão pequeno que se algum dos dois soltar um traque, todo mundo sente o cheiro.
E o silêncio. Deve ser constrangedor. Todos olhando fixamente aquele casal , ali. Sem dizer uma palavra. Só escutando os sons naturais que o corpo humano produz.
Isso quando não saem os artificiais. Provocados pela trouxinha de repolho do almoço.
Um colega meu disse que já assistiu ao show. No Rio de Janeiro. Com esse mesmo casal.
Como o mundo é pequeno não é? Conheço uma pessoa que já sentiu o cheiro da "chimbica" daquela mulher.
Esse amigo me disse que foi com a esposa e um grupo de mais três ou quatro casais.
Imaginem o constrangimento. Quando se vai, por exemplo, a um barzinho com os amigos escutar uma musiquinha, normalmente se comenta algo depois.
- Gostei daquela música. E o agudo da cantora? Só não gostei do tempo que eles ficaram ali, achei muito pouco.
O que se diz depois de um sohw de sexo explícito?
- Olha, gostei daquele 69, tchê. E o agudo da mulher? Só não gostei do tamanho do pingulim, achei muito curto.
Parece que um dia desses o cara pegou uma gripe, teve que ser substituído.
Quem o substitui foi um japa do sushi em frente.
Os clientes cativos reclamaram. Queriam pagar só meia entrada.
Sem falar que para levar a mulher num lugar desses tem que se garantir. Tem que ser muito corajoso.
Ninguém está livre de ouvir da patroa:
- Eu disse que tu não sabia trepar.
Ou então, depois de perguntar:
- Meu amor. O que você achou?
Ela dizer:
- A gente transa, quando muito, duas vezes na semana, e você ganha 4 mil por mês. Eles ganham 120 mil e fazem sexo 14 vezes ao dia. O que você acha?
O quê que eles não inventam?
Primeira bobagem da série, como diria a minha vó, "O quê que eles não inventam?" Bobagens do mundo alternativo da Internet. Recebi a foto por e-mail com o título: Primeiro caso de gripe suína no Brasil. hehehe, dispensa quaisquer comentários.
Olha a palhaçada

Ok, sei que estou demasiado sério nas minhas postagens, então, para descontrair, venho anunciar para o respeitável público, as palhaçadas que faço aos domingos no Live Sport Pub. Eu, Pietro Nociara Dalberto e João Mauro Cruz (em breve com convidados especiais – com necessidades especiais) apresentamos um Pocket Show de Stand-up Comedy (traduzindo: uma merdinha de show de palhaçada sem muitos recursos).
O projeto intitula-se Falando Nisso. O Pub fica no bairro Tristeza, na Zona Sul de Porto Alegre, na Rua Dr. Barcelos 435. Dêem uma olhada no blog deles ali ao lado, na minha lista de blogs. O lugar é muito legal para curtir uma música, beber uma ceva, comer uns petiscos.
Neste domingo harará e começará ali por “oitimeia nove hora”. O ingresso é de 7 pila. Venham assistir a mais nova dupla de Sertanejo Universitário com Temática Gay: Já Deu e Já vai Dá. Com grandes hits como Ai Heitor (paródia de É o Amor), Fábio (paródia de Fada) entre outros grandes sucessos. Até o final da semana, volto aos assuntos sérios e postarei a entrevista que fiz com o professor Paulo Moura sobre reforma política. Beijo no baço.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Conversas do Pauta Livre com Cezar Busatto

O ex-deputado Cezar Busatto, a convite da Universidade de Stanford, viajou aos Estados Unidos da América para observar a eleição presidencial norte-americana, em agosto do ano passado. Em seu blog, Vida Democrática, há para baixar em PDF, o livro que ele escreveu, intitulado Um Voluntário na Campanha de Obama. Eu, com meu intuito de entrevistar blogueiros e esforçando-me para recuperar assuntos perdidos no decorrer do tempo em que deixei este blog às moscas, realizei uma entrevista, por telefone, com o Busatto, que, assim como meu último entrevistado, foi extremamente atencioso e simpático. Meus agradecimentos. Vamos ao que interessa:
Matheus Giglio: No dia 30 de abril, completou-se os 100 dias do governo Obama. Qual a sua impressão até o momento?
Cezar Busatto: Eu tenho acompanhado as ações do governo nesse primeiro período, e a minha impressão é a de que, em tão pouco tempo, o governo conseguiu executar, não no sentido de concluir, porque o tempo é pouco, mas no sentido de tomar decisões e começar a executar, praticamente, todos os grandes compromissos que assumiu na época da campanha. E isso é uma coisa fantástica se você considerar, por exemplo, algumas questões, como a definição de um calendário para a retirada das tropas do Iraque, a decisão de fechar Guantánamo, a decisão de começar a implantar o sistema universal de saúde, a pretensão de investir em grande escala num sistema de energia limpa nos Estados Unidos, de igualar os salários de mulheres aos salários de homens para o mesmo trabalho, a decisão de abrir negociações com todos os países, mesmo aqueles considerados inimigos dos Estados Unidos, como o Irã, enfim, todas as principais linhas do discurso de campanha do presidente Obama já estão sendo colocadas em prática. O que me permite dizer que é um governo comprometido com o paradigma da verdade na política. Aquilo que se diz em campanha tem de ser cumprido depois, diferentemente do que tem acontecido nas nossas democracias, particularmente aqui no Brasil.
Matheus Giglio: Em relação ao período que o senhor passou nos E.U.A acompanhando as eleições, quais eram as suas atividades?
Cezar Bustto: Eu fui cadastrado para colaborar com a campanha e acabei sendo voluntário no estado de Nevada. Fui identificado, no meu perfil, como uma pessoa que falava espanhol e fui convidado para trabalhar num estado de língua hispânica.
Matheus Giglio: O que mais o impressionou?
Cezar Busatto: Foi a participação voluntária das pessoas, se reunindo, por uma causa maior que era mudar o país. Evitar que a administração Bush continuasse através do McCain e começar um momento de mudança através do Obama. Essa participação voluntária se deu com milhões de norte-americanos, eu pude testemunhar isso na experiência concreta que vivi lá. E, além disso, o que me impressionou, foi que esses voluntários foram os mesmos que financiaram a campanha. Foi um sistema novo de financiamento de campanha, em que os eleitores financiaram o candidato, e não mais as grandes empresas e os grandes interesses dos “lobbys” que tradicionalmente financiavam os candidatos.
Matheus Giglio: Dessa forma, a gente entra numa questão que está sendo discutida, nesse momento, que é a reforma política no Brasil. Qual a sua opinião sobre essa reforma proposta para o país?
Cezar Busatto: Primeiro está sendo feita uma discussão muito pobre, a sociedade brasileira pouco está discutindo isso, está muito restrito às paredes do Congresso, o que não é bom porque, como já dizia Giordano Bruno, esperar que o poder se auto-reforme em nome da sociedade é difícil, normalmente ele se auto-reforma para o seu próprio benefício. Então, está faltando uma participação mais ativa da sociedade civil nesse debate. Em segundo lugar, restringir a reforma política a listas fechadas e financiamento público de campanha é muito pouco. Por mais que haja dificuldades em outros temas eles tinham que ser pautados para nós podermos evoluir. Discutir voto distrital, misto ou não. Discutir o sistema político, se é presidencialista ou parlamentarista. Discutir a formação dos partidos e a liberdade de organização partidária. Uma série de assuntos que poderiam ser discutidos de uma forma muito mais ampla e com maior participação da sociedade. Mas eu acho que devíamos evoluir a questão dos financiamentos públicos de campanha para o modelo norte-americano. Com os eleitores financiando os candidatos.
Matheus Giglio: Voltando a falar sobre as eleições do Barak Obama, a abordagem feita pela imprensa brasileira, conforme o senhor coloca em seu livro, foi muito insipiente, abordando apenas a questão racial: o primeiro presidente negro da história daquele país. O que faltou ser abordado?
Cezar Busatto: Faltou abordar, por exemplo, todo esse movimento social de mudança, de milhões de norte-americanos que se organizaram nas suas comunidades e que foram o grande motivo da vitória do Obama. Ninguém comenta isso, mas o Obama não teria sido, primeiro, indicado como candidato do partido Democrata e vencido Hillary Clinton, segundo não teria sido eleito e derrotado o McCain, se ele não tivesse sido capaz, como foi, de organizar um movimento mudancista, que chegou a mais de 5 milhões de voluntários que se engajaram, como aconteceu comigo. Com o movimento, de casa em casa, de telefonema em telefonema, de cada voluntário, até mesmo o Estado de Nevada, historicamente Republicano, tornou-se Democrata. Esse tipo de trabalho da sociedade civil, muito pouco presente aqui no Brasil, foi praticamente desconhecido pela imprensa brasileira.
Matheus Giglio: Deputado, para encerrar, no blog Pauta Livre é de praxe o momento em que o entrevistado responde aquelas pequenas curiosidades que todo mundo gosta de saber, mas não interessam a ninguém. Então diga, por favor, uma frase, palavra ou pensamento.
Cezar Busatto: A verdade deve passar a ser o grande paradigma da vida. A verdade a qualquer custo. Acabar com a hipocrisia e com o cinismo que têm sido características da vida política e da vida em sociedade no Brasil.
Matheus Giglio: Um lugar em Porto Alegre?
Cezar Busatto: O pôr-do-sol no Guaíba, é um lugar comum, mas é a coisa mais bonita que nós temos aqui.
Matheus Giglio: Uma música ou músico?
Cezar Busatto: Gonzaguinha.
Matheus Giglio: Um livro ou autor?
Cezar Busatto: Aprender a Viver, de Luc Ferry.
Mais uma
Esta “nova” crise instaurada no governo Yeda, graças à reportagem da revista Veja dessa semana, repercutida desde ontem em diversos veículos de comunicação, evidencia uma questão em pauta no momento e que devo repercutir aqui neste blog. Hoje, ainda, postarei a entrevista que fiz com o ex-deputado Cezar Busatto, a respeito da campanha do presidente norte-americano Barak Obama. No decorrer da conversa, foi inevitável o assunto reforma política.
Não sei, mas quero saber, se as acusações da revista contra a governadora são verdadeiras, se ela agiu de forma criminosa, se o seu marido recebeu dinheiro de caixa 2, se ela foi traída ou se essas repercussões são marketing político da oposição. Como diz o nosso presidente: não sei de nada. O que sei e todos que acompanham um pouco do noticiário também sabem, é que, independentemente dos governos, seja o partido que for, a forma de financiamento de campanhas feita atualmente é devassa, libertina, amoral. As contribuições privadas, de meia dúzia de empresários, é muito discutível. Qualquer pessoa que se elege nesse país, para o cargo que for, já está previamente sob suspeita. Mesmo as contribuições licitas, sem contar o caixa 2, mesmo as que são registradas e prestadas as devidas contas, indiretamente, podem ser cobradas mais tarde. Ou, sejamos honestos, alguém acredita que grandes empresários confiam tanto em um projeto, que são capazes de doar milhares ou até milhões de reais, por puro idealismo? Sem ganhar nada em troca? Nenhum incentivozinho fiscal mais tarde? Repasse de dinheiro público, mesmo que licitamente? Por favor.
Urge a reforma política. Mas uma boa reforma política. Discutida pela sociedade. Não sei quais os mecanismos legais para que isso possa ser feito. Se um plebiscito ou referendo. No blog do professor Paulo Moura, aqui à esquerda da página, na minha lista de blogs indicados, está um artigo muito interessante sobre essa reforma que estão tentando votar no congresso. Farei uma entrevista com ele sobre o assunto. Até porque ele é meu professor na cadeira de Ciências Políticas, nesse semestre na ULBRA. Aliás, tenho prova hoje.
Não sei, mas quero saber, se as acusações da revista contra a governadora são verdadeiras, se ela agiu de forma criminosa, se o seu marido recebeu dinheiro de caixa 2, se ela foi traída ou se essas repercussões são marketing político da oposição. Como diz o nosso presidente: não sei de nada. O que sei e todos que acompanham um pouco do noticiário também sabem, é que, independentemente dos governos, seja o partido que for, a forma de financiamento de campanhas feita atualmente é devassa, libertina, amoral. As contribuições privadas, de meia dúzia de empresários, é muito discutível. Qualquer pessoa que se elege nesse país, para o cargo que for, já está previamente sob suspeita. Mesmo as contribuições licitas, sem contar o caixa 2, mesmo as que são registradas e prestadas as devidas contas, indiretamente, podem ser cobradas mais tarde. Ou, sejamos honestos, alguém acredita que grandes empresários confiam tanto em um projeto, que são capazes de doar milhares ou até milhões de reais, por puro idealismo? Sem ganhar nada em troca? Nenhum incentivozinho fiscal mais tarde? Repasse de dinheiro público, mesmo que licitamente? Por favor.
Urge a reforma política. Mas uma boa reforma política. Discutida pela sociedade. Não sei quais os mecanismos legais para que isso possa ser feito. Se um plebiscito ou referendo. No blog do professor Paulo Moura, aqui à esquerda da página, na minha lista de blogs indicados, está um artigo muito interessante sobre essa reforma que estão tentando votar no congresso. Farei uma entrevista com ele sobre o assunto. Até porque ele é meu professor na cadeira de Ciências Políticas, nesse semestre na ULBRA. Aliás, tenho prova hoje.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Hoje é sexta-feira
O melhor dia de todos. Venho deixar esse post para afirmar que será o último dessa semana de retorno. Sábado e domigo são dias de colocar os pensamentos em ordem. Refletir sobre a vida com a lucidez que só o álcool produz. Levar o cachorrinho para passear, se ele se comportar. Levar a namorada para passear, se ela se comportar (tô morto, hehehe) e descansar. Quem sabe no domingo dou uma atualizada. Já aviso que as Conversas do Pauta Livre não morreram com seu nascimento. O meu próximo entrevistado será o ex-deputado Cezar Busatto, voluntário na campanha do Barak Obama no ano passado. Nos meus blogs favoritos, ali à direita da página, está o blog dele, Vida Democrática. Leiam-no. Ele escreveu um livro sobre essa experiência, disponível no blog em PDF. Devo postar a entevista segunda ou terça-feira. Veremos. Vou segurar um pouco a audiência. Tri João Cléber. hehe. Até mais! Leiam-me!
Bolsa Miséria

O Bolsa Família atingirá, em 2010, 1 em cada 3 brasileiros. Coincidentemente é ano eleitoral. Hoje, a Bolsa Miséria chega a quase 30% da população, sendo que, em seis estados do Nordeste, mais da metade das pessoas vive do programa. As informações são de uma reportagem de Leila Suwwan, publicada na edição deste domingo de O GLOBO.
“No Maranhão, no Piauí e em Alagoas, de 58% a 59% da população dependem do Bolsa Família. Na cidade de Junco do Maranhão, 95,7% das famílias vivem do programa. De acordo com o governador do Piauí, Wellington Dias, o alto número de beneficiários no estado reflete uma "situação dramática".
Meritório o programa Bolsa Família, afinal, é responsabilidade do Estado não deixar seu povo na mais completa miséria, passar fome. No entanto, é óbvio, mas nunca é demais dizer, que é uma imoralidade incentivar o ciclo da miséria com o intuito claro de explorar politicamente tal programa com fins eleitoreiros.
O estado deve criar mecanismos para que cada vez menos pessoas sejam atingidas pelo Bolsa Família, pelo simples fato de não necessitarem do subsídio, e não o contrário.
Isso demonstra, aliás, dois problemas crônicos do Brasil e do brasileiro, um do Estado, outro da população em geral. O governo tem o costume de tratar os problemas sociais com medidas paliativas, como se solução fossem. O brasileiro, por sua vez, até por incentivo governamental, tende a manter-se inerte diante da realidade. A classe média tenta, de alguma forma, encostar-se no serviço público, ganhar um “carguinho” aqui ou acolá, os mais ricos não arriscam, torcem por uma “inflaçãozinha” que os deixe ainda mais ricos, sem esforço, e os pobres satisfazem-se com pequenos auxílios, que mal sustentam as barrigas cheias de vermes de suas dezenas de filhinhos.
Estou generalizando? Sendo trivial? Pode até ser. Mas como não ser generalista, óbvio e trivial, se os problemas do Brasil, desde sempre, são os mesmos. Papinho brabo. Mas só porque quase tudo tem um lado engraçado, quase tudo.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
O Melhor Emprego do Mundo

Notícia nova que amanhã vai ser de "ontonti": O britânico Ben Southall, de 34 anos, venceu a corrida para o "melhor trabalho do mundo". Durante os próximos seis meses ele vai ser zelador de uma ilha paradisíaca (Hamilton), localizada em meio à grande barreira de corais da Austrália, no estado de Queensland. O salário é de cerca de US$ 105 mil.
A partir do dia 1º de julho, Southall poderá tomar sol em praias virgens, navegar por um cenário tropical deslumbrante, alimentar peixes raros e belíssimos, e ainda curtir uma piscina. Em troca terá de documentar tudo em blog, postando textos, fotos e vídeos. Ele também vai morar numa casa de três quartos à beira do mar e um carrinho de golfe para percorrer a paradisíaca ilha.
Para concorrer ao "emprego dos sonhos", aberto a pessoas de qualquer nacionalidade, era necessário saber nadar, mergulhar, ter bom-trato com as pessoas, e fazer fotos e vídeos. FONTE: Site G1.
Dizem que este é o melhor emprego do mundo. Não! O melhor emprego do mundo está no Brasil. Mais especificamente em Brasília, na câmara dos Deputados.
Além do salário de R$ 12.847,20 (15 a 19 vezes por ano), os parlamentares contam ainda com a verba de gabinete(R$ 50.818,82), as verbas indenizatórias (R$ 15.000,00) e mais R$ 3.000,00 de auxílio-moradia, que recebem mesmo já tendo um imóvel próprio em Brasília.
Isso sem contar os R$ 4.268,55 previstos para despesas com postagens e telefonia, além da cota de passagens aéreas, que varia de R$ 6.000,00 a R$ 16.500,00, dependendo do estado de origem do parlamentar.
O emprego dura, no mínimo, quatro anos, custando cerca de 100 mil reais por mês aos cofres públicos. São 1,2 milhão por ano. Quase 5 milhões por mandato. Que ilha Hamilton o quê? O paraíso é aqui!
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Conversas do Pauta Livre com David Coimbra

Seguindo a tendência de criar tradições neste blog, inauguro mais um espaço: as Conversas do Pauta Livre. Serão entrevistas com pessoas conhecidas, ou não, e que tenham algo para dizer, ou não. A periodicidade desta coluna será extremamente variável, não sei se uma vez por semana, por quinzena, por mês ou por ano, irá depender da minha disposição. Para quem vive no mundo da lua e não o conhece faço uma pequena introdução: David Coimbra, meu primeiro entrevistado, é Editor de Esportes da Zero Hora, colunista da página 3 e do caderno de esportes do mesmo jornal, escritor e blogueiro. Agradeço a disponibilidade do David, que foi extremamente atencioso e simpático, e que, inclusive, elogiou meu blog. Mazah, hein. David, muito obrigado pela confiança. Agradeço, apesar dos R$ 5,00 que gastei do meu celular fazendo a entrevista, hehehe. Aproveito para pedir um patrocínio. Claro? Oi? Vivo? Bom, vamos lá:
Matheus Giglio: David, é a terceira vez que tento dar certa periodicidade às minhas publicações neste blog, tenho bloqueios criativos (para não dizer preguiça) e não consigo. Você já passou por isso? Como lida com esse tipo de situação?
David Coimbra: Na verdade eu não posso ter bloqueios criativos, porque eu tenho um compromisso com a RBS, então acabo tendo que fazer, de um jeito ou de outro.
Matheus Giglio: E qual é a diferença de escrever na página 3, na coluna de esportes e no blog da ZH?
David Coimbra: A página 3 é bem mais difícil, porque é um espaço onde faço uma reflexão. Essa coluna tem que ser melhor elaborada, argumentada, fundamentada. Então tenho certa dificuldade para escrevê-la. Já a coluna de esportes é um pouco mais fácil, eu escrevo uma pequena história, sem me preocupar com argumentações, o que me permite maior liberdade para escrever.
Matheus Giglio: Tu tens uma característica na coluna de esportes que é a de “linkar” o futebol com outros assuntos. Por quê?
David Coimbra: O esporte, às vezes, é muito rasteiro. Para não ficar só nisso, na mesmice, eu tento fazer outras abordagens.
Matheus Giglio: Quem lê os teus livros, as tuas colunas, ou escuta as tuas participações no programa Pretinho Básico da rádio Atlântida, sabe do teu conhecimento e do teu interesse pelo sexo oposto. Tu és o típico machista, ou és aquele que diz sempre a última palavra em casa: sim senhora! ?
David Coimbra: (risos) Eu lido com naturalidade, digamos assim, com isso. Eu tento, em qualquer situação dialogar. Mas o meu espaço eu preservo, mas também respeito o espaço alheio.
Matheus Giglio: (risos) Sem “enrolação” e sem ser evasivo David, esse David Coimbra meio canalha que tu diz ser, e que a gente vê de vez em quando, é um personagem teu?
David Coimbra: (risos) Aí fica por tua conta essa opinião. Mas não é personagem não.
Matheus Giglio: (risos) Tem certeza que não é um estilo?
David Comibra: Não, não. (e mais risos, dessa vez com certa ironia)
Matheus Giglio: David, para encerrar o papo, eu quero criar uma certa tradição no blog que é o momento Xuxa, Marília Gabriela, ou coisa que se assemelhe aqui nessas conversas do Pauta Livre, portanto, diga uma frase, palavra ou pensamento.
David Coimbra: Não me ocorre nada no momento, mas pode pegar qualquer uma do meu blog que eu assino em baixo.
Matheus Giglio: Ok (são tantas boas que eu recomendo que leiam o David e escolham uma). Um lugar preferido em Porto Alegre?
David Coimbra: Eu gosto muito do Centro da Cidade, acho o bairro mais bonito, apesar de não freqüentar tanto quanto eu gostaria.
Matheus Giglio: Um estilo musical?
David Coimbra: Rock.
Matheus Giglio: Um filme?
David Coimbra: Um só? É que são tantos.
Matheus Giglio: Então quantos quiseres.
David Coimbra: Os filmes do Sérgio Leoni, que é um cineasta que eu gosto muito.
Matheus Giglio: Um livro ou então um autor?
David Coimbra: Os autores americanos. Bucowski, Truman Capote, essa turma aí.
Respondendo aos comentários I
Inaugurada a mais nova tradição deste blog: as Respostas públicas aos comentários feitos, com o título: Respondendo aos Comentários I, II, III e assim por diante, até que eu não saiba mais os números romanos correspondentes e utilize os algarismos arábicos mesmo. Mas, como não levo fé, e acho que poucos serão os comentários, sabendo até o X já está bom. Aproveito para fazer um pedido aos leitores deste blog, comentem, nem que seja para testar minha ignorância e ver até que número eu chego. Prometo não procurar os que eu não souber no Google. Vamos lá:
Quanto ao comentário do caro Lucas sobre a campanha do co-irmão na libertadores da américa, dei-me o direito de não comentar tal aborto da natureza, primeiro pela pouca relevância da aberração ocorrida e da iminência em findar-se e também porque, como lembrou o edson em seu comentário, se quer comentei o título do meu colorado, bicampeão invicto do campeonato gaúcho. Então, pela imparcialidade que me assiste como jornalista íntegro, proporciono espaços iguais nos meus escritos quando falo da dupla gre-nal. Não esqueçam, entretanto, que ainda não sou formado e sou estagiário, portanto, com alvará para cagadas.hehehe. Fim de papo. Sem direito à tréplica.
Beijos, me leiam!
Abaixo o link de um videozinho para relembrar o passado. A história quase sempre se repete, hehehe, cuidado!
http://www.youtube.com/watch?v=p2sicUfyIk0
Quanto ao comentário do caro Lucas sobre a campanha do co-irmão na libertadores da américa, dei-me o direito de não comentar tal aborto da natureza, primeiro pela pouca relevância da aberração ocorrida e da iminência em findar-se e também porque, como lembrou o edson em seu comentário, se quer comentei o título do meu colorado, bicampeão invicto do campeonato gaúcho. Então, pela imparcialidade que me assiste como jornalista íntegro, proporciono espaços iguais nos meus escritos quando falo da dupla gre-nal. Não esqueçam, entretanto, que ainda não sou formado e sou estagiário, portanto, com alvará para cagadas.hehehe. Fim de papo. Sem direito à tréplica.
Beijos, me leiam!
Abaixo o link de um videozinho para relembrar o passado. A história quase sempre se repete, hehehe, cuidado!
http://www.youtube.com/watch?v=p2sicUfyIk0
terça-feira, 5 de maio de 2009
De Volta Para o Futuro

Resolvi mascarar. Mudar para melhorar. Afinal, como aquela frase de Confúcio: “Tudo que muda, permanece”. A exceção à regra é o Sílvio Santos. Vamos ver se com um novo layout, uma nova temática, um novo prisma, um novo espectro, um novo título menos narcisista do que meu próprio nome; e procurando dar uma visão singular sobre a pluralidade das coisas, do mundo, do eu, da política, do yin, do yang, da economia mundial, da novela das oito, da política nacional, do cachorro-quente da esquina, eu consiga postar um comentário por dia (semana) neste bendito blog. Desde minha última postagem, muito perdi de comentar. Então vou destacar alguns assuntos
(ir) relevantes e tecer algumas breves observações. Vamos lá:
Morreu o Clodovil. O céu nunca mais será o mesmo. Fiquei sabendo, em uma mesa branca, que ele é o primeiro anjo com auréola de néon.
O Retorno: Collor de Melo, presidente de uma dessas comissões bilionárias do senado. Logo a comissão que coordena as verbas do PAC. Como diz o macaco Simão, é o país da piada pronta, apesar de sem graça, ta quicando: entregaram o ouro pro bandido!
E falando em PAC. Recauchutaram a Dilma. PAC agora é Programa de Aperfeiçoamento da Companheira.
O Retorno II: Sarney, presidente do senado federal. O mais irônico é a implementação de um pacote moralizador proposto pelo pai da Roseana.
E por falar em Roseana, ela ganhou o Maranhão no tapetão. Dizem que a herdeira do Maranhão recorreu ao direito imobiliário. Uso capeão.
E o Gordo? Ta a cara do Tom Jones, mas metendo gol o “miserávi”. E que gols! Comentário do Mano Menezes depois que ele encobriu o Fábio Costa: “Que golaço, hein gordinho”.
E a Globo tem orgasmos múltiplos com o Ronaldo em campo. É tanto alarde que eles deveriam ter uma vinheta própria para cada gol do Fofômeno. Proponho “Sex Bomb”.
E aqui nos gramados dos pampas? Essa é quente, notícia nova, que amanhã vais ser de “ontonti”. Tayson ganha o troféu de destaque, melhor jogador e goleador do campeonato. Se bem que o melhor jogador do Inter nesse campeonato, na minha humilde opinião, foi o Celso Roth.
Mas, no ano do centenário, nada mais justo do que confirmar: é Campeão de tudo. Até do carnaval. Será que se fosse o Grêmio cairia para o segundo grupo?
E o presidente agora é o cara. Cara-de-pau. Mas não é só o cara, há muito tempo é o pé também: Pé-de-cana.
E a gripe suína? Os porquinhos estão revoltados. Manchete infame de um jornal sensacionalista: Gripe suína deixa pilhas de presuntos.
Viva o México! Com a tal gripe, o Sílvio Santos vai ter que reprisar o Chaves em 50% da programação do SBT. É que suspenderam gravações de novas novelas mexicanas.
Por falar em Sílvio, a Maísa fez o que todo o brasileiro queria. Levantou a peruca. “É peruca Sílvio Santos! É peruca”. Eu já imagino aquela menininha voando auditório a fora. Se eu fosse o Patrão já tinha “cagado a pau”. Que guria chata! Se fosse comigo, a pequena teria que fazer longos tratamentos psiquiátricos com a Su-per Nani.
A Maisa dizendo o slogan da Assolan lembra o Ronaldo. O fenômeno que não pára de crescer.
E ainda tem o Bispo Papão. Desde o começo dessa postagem, apareceram mais 6 crianças com o DNA compatível ao do Lugo. Mais uma do Simão: rapidinha no Paraguai agora é Lugo-lugo.
Tchê, por enquanto acho que ta bom pra uma reestréia. Não ta? Então espera o próximo e vê se melhora.
Assinar:
Postagens (Atom)