sexta-feira, 8 de maio de 2009
Hoje é sexta-feira
O melhor dia de todos. Venho deixar esse post para afirmar que será o último dessa semana de retorno. Sábado e domigo são dias de colocar os pensamentos em ordem. Refletir sobre a vida com a lucidez que só o álcool produz. Levar o cachorrinho para passear, se ele se comportar. Levar a namorada para passear, se ela se comportar (tô morto, hehehe) e descansar. Quem sabe no domingo dou uma atualizada. Já aviso que as Conversas do Pauta Livre não morreram com seu nascimento. O meu próximo entrevistado será o ex-deputado Cezar Busatto, voluntário na campanha do Barak Obama no ano passado. Nos meus blogs favoritos, ali à direita da página, está o blog dele, Vida Democrática. Leiam-no. Ele escreveu um livro sobre essa experiência, disponível no blog em PDF. Devo postar a entevista segunda ou terça-feira. Veremos. Vou segurar um pouco a audiência. Tri João Cléber. hehe. Até mais! Leiam-me!
Bolsa Miséria

O Bolsa Família atingirá, em 2010, 1 em cada 3 brasileiros. Coincidentemente é ano eleitoral. Hoje, a Bolsa Miséria chega a quase 30% da população, sendo que, em seis estados do Nordeste, mais da metade das pessoas vive do programa. As informações são de uma reportagem de Leila Suwwan, publicada na edição deste domingo de O GLOBO.
“No Maranhão, no Piauí e em Alagoas, de 58% a 59% da população dependem do Bolsa Família. Na cidade de Junco do Maranhão, 95,7% das famílias vivem do programa. De acordo com o governador do Piauí, Wellington Dias, o alto número de beneficiários no estado reflete uma "situação dramática".
Meritório o programa Bolsa Família, afinal, é responsabilidade do Estado não deixar seu povo na mais completa miséria, passar fome. No entanto, é óbvio, mas nunca é demais dizer, que é uma imoralidade incentivar o ciclo da miséria com o intuito claro de explorar politicamente tal programa com fins eleitoreiros.
O estado deve criar mecanismos para que cada vez menos pessoas sejam atingidas pelo Bolsa Família, pelo simples fato de não necessitarem do subsídio, e não o contrário.
Isso demonstra, aliás, dois problemas crônicos do Brasil e do brasileiro, um do Estado, outro da população em geral. O governo tem o costume de tratar os problemas sociais com medidas paliativas, como se solução fossem. O brasileiro, por sua vez, até por incentivo governamental, tende a manter-se inerte diante da realidade. A classe média tenta, de alguma forma, encostar-se no serviço público, ganhar um “carguinho” aqui ou acolá, os mais ricos não arriscam, torcem por uma “inflaçãozinha” que os deixe ainda mais ricos, sem esforço, e os pobres satisfazem-se com pequenos auxílios, que mal sustentam as barrigas cheias de vermes de suas dezenas de filhinhos.
Estou generalizando? Sendo trivial? Pode até ser. Mas como não ser generalista, óbvio e trivial, se os problemas do Brasil, desde sempre, são os mesmos. Papinho brabo. Mas só porque quase tudo tem um lado engraçado, quase tudo.
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