No outro dia, pela manhã, cruzou com Linda pelos corredores. Entraram juntos no elevador, eles e mais outras cinco pessoas. A vontade de Rogério era tomá-la ali mesmo. Beijar-lhe a boca, arrancar-lhe as roupas, agarrar com força seus seios macios, passando suavemente a língua por todo aquele corpo. O mais cobiçado corpo. Resolveu retribuir o bom dia que ela lhe dera. O mais dissimulado que já ouviu. Completa excitação!
Naquele dia preferiu não arriscar. Combinou de almoçar com a esposa, fora dali. “Cara-de-pau, dizia a si mesmo”. “Adúltero descarado. Vais almoçar com a mulher e dentro em poucas horas trairá”. Pela primeira vez, sentia remorso. Não seria um deslize qualquer. Havia grandes chances de ser pego. Talvez quisesse. Pelo menos teria um motivo para largar tudo e viver. Mas não vivia? Não era feliz? Era isso, também, o que queria descobrir. Talvez fosse apenas mais um caso sem importância e depois tudo voltaria a ser como era.
De volta à empresa, trabalhou como há muito não fazia. Convocou duas reuniões para estabelecer novas diretrizes orçamentárias. Revisou parte do plano estratégico. Escreveu. Como escreveu. Tudo para que a imagem de Linda não lhe viesse à mente. Páginas e mais páginas de relatórios. Qualquer momento de distração o faria pensar nela. 18:00. Saiu do prédio. Entrou no carro, que o levaria para o caso da sua vida. Talvez o que de mais interessante ele fazia em toda sua existência até aquele momento.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
O Adultério – Capítulo 6
Aqueles minutos custaram a passar. - Por que ela não responde? E se eu entendi errado? E se ela usar isso contra mim? Estou liquidado, pensava. - Minha mulher saberá. Essa menina pode me processar. Perderei meu emprego e minha família. Tudo o que eu levei anos para construir, destruirei em segundos.
Aquele barulho da caixa de e-mail quase lhe proporcionou um enfarte. A resposta tranqüilizou-lhe o espírito ao mesmo tempo em que o excitou ainda mais. A tréplica foi imediata.
“Amanhã, depois do expediente. 19h, suíte 2000, hotel Novo Magestic”.
O hotel, o mais imponente, moderno e caro da cidade era de um grande amigo seu. Não teria dificuldade em conseguir o melhor quarto. A suíte presidencial. Tudo para Rogério tinha de ser assim, grandioso. Mesmo a traição. Estava feito.
Aquele barulho da caixa de e-mail quase lhe proporcionou um enfarte. A resposta tranqüilizou-lhe o espírito ao mesmo tempo em que o excitou ainda mais. A tréplica foi imediata.
“Amanhã, depois do expediente. 19h, suíte 2000, hotel Novo Magestic”.
O hotel, o mais imponente, moderno e caro da cidade era de um grande amigo seu. Não teria dificuldade em conseguir o melhor quarto. A suíte presidencial. Tudo para Rogério tinha de ser assim, grandioso. Mesmo a traição. Estava feito.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
O Adultério – Capítulo 5
Mal podia acreditar naquele e-mail. Finalmente! Seu coração quase parou. Sentia-se feliz, desejada. Pensamentos furtivos vieram a sua mente. Imediatamente imaginava o corpo dourado e forte de Rogério sobre o seu. Lia e relia aquele e-mail diversas vezes:
De: Rogério dos Santos
Enviada: segunda-feira, julho de 2009
Assunto: Encontro
“Quero ver você, fora daqui.Já não posso mais resistir.”
De repente, sentiu medo. Sabia que ele era casado. - Talvez seu relacionamento não estivesse indo tão bem. Ele também a queria. Achava quase impossível. Conhecia Maria Alice, encontrou-se com ela algumas vezes em festas da empresa. Ela era linda. - Muito mais do que ela mesma, pensava. O que fazer? O que responderia? Encorajou-se e respondeu a mensagem, afinal de contas, não se preocupava com nada. Era livre, sentia-se inabalável. Tinha aquele sentimento típico da juventude, de superpoderes, de que nada aconteceria a ela.
Res: Encontro
“Escolha local e data. Um beijo, Linda.”
De: Rogério dos Santos
Enviada: segunda-feira, julho de 2009
Assunto: Encontro
“Quero ver você, fora daqui.Já não posso mais resistir.”
De repente, sentiu medo. Sabia que ele era casado. - Talvez seu relacionamento não estivesse indo tão bem. Ele também a queria. Achava quase impossível. Conhecia Maria Alice, encontrou-se com ela algumas vezes em festas da empresa. Ela era linda. - Muito mais do que ela mesma, pensava. O que fazer? O que responderia? Encorajou-se e respondeu a mensagem, afinal de contas, não se preocupava com nada. Era livre, sentia-se inabalável. Tinha aquele sentimento típico da juventude, de superpoderes, de que nada aconteceria a ela.
Res: Encontro
“Escolha local e data. Um beijo, Linda.”
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
O Adultério - Capítulo 4
Rogério costumava almoçar com antigos colegas no refeitório da empresa. Não gostava de ostentar a sua posição social almoçando diariamente em restaurantes caros. Além de gostar das conversas, que remetiam às histórias do passado, sentia-se bem por saber que os outros admiravam sua simplicidade. Na verdade, era falsa modéstia.
No dia seguinte ao “chopinho” com os amigos, Lindalva sentou-se a seu lado na mesa. Teve vontade de rir ao lembrar dos comentários sobre a “cinquentona” na noite anterior. Realmente estava diferente. Bonitona. Ela havia sido sua chefe, logo que Rogério ingressara na multinacional. Quando mais nova, e ele um recém formado administrador de empresas, chegaram a flertar um pouco. Por esporte. Brincadeira de colegas que passavam a maior parte do tempo, juntos, dividindo a mesma sala.
Em pouco tempo, a mesa estava cheia de antigos colegas e novos estagiários. Entre os colegas, o chefe da contabilidade, amigo de longa data, que por mudar de sala, acabou perdendo contato com Rogério. Junto a ele, Linda. Uma Lollita em terninho preto, tão justo que denunciava todos os seus deliciosos excessos.
Linda sentou-se bem na frente de Rogério. Aquele homem, bem-sucedido, seguro, o “Big Boss”, nunca se sentira tão abalado. Constrangia-se por não conseguir parar de olhar para o decote da moça. - Alguém percebeu? Pensava. Aparentemente não. Exceto ela própria.
Almoçavam todos juntos, com freqüência. Seguiram-se muitos dias nesses encontros públicos. As trocas de olhares ficavam cada vez mais intensas. As pequenas gentilezas de Rogério, como puxar a cadeira, oferecer os talheres, até pagar a conta, também foram se intensificando. É claro que tais gentilezas eram distribuídas a todas as presentes. No dia em que pagou a conta, pagou para todos. Para não ficar óbvio demais. Mas conseguia insinuar o seu interesse à menina.
Naquela segunda-feira, entretanto, tudo seria diferente. Ao chegar no refeitório, poucas pessoas presentes. Rogério iria almoçar sozinho. Serviu-se. Sentou-se. Poucos minutos depois, ela veio em sua direção. Também estava sozinha. Sentaram juntos. Conversaram sobre a faculdade dela. Suas previsões para o futuro. Sobre relacionamentos. Ela revelou uma recente decepção amorosa e que estava interessada em um homem bem mais velho e casado. Pediu a opinião de Rogério.
- Linda, você está na idade de fazer bobagem. Só se tem vinte anos uma vez. Faça o que tiver vontade.
Um silêncio constrangedor pairou pela mesa. Ele ofereceu-se para pagar a conta. Ela, com certo constrangimento, aceitou. Ambos dirigiram-se as suas salas. Sentado em frente ao computador, Rogério teve taquicardia. Um nervosismo infantil. Suavam-lhe as mãos. Sentia-se um adolescente. Lembrou-se da primeira vez em que fizera amor com Maria Alice. Por que a mulher lhe vinha à memória naquele momento? Remorso? Não havia feito nada. Não tinha porque se sentir culpado. Mas sentia-se. Sabia que iria fazer. Não resistiria. Não resistiu. Na tela do computador, escrevia:
De: Rogério dos Santos
Assunto: Encontro
“Quero ver você, fora daqui. Já não posso mais resistir.”
Enviar? Sim.
No dia seguinte ao “chopinho” com os amigos, Lindalva sentou-se a seu lado na mesa. Teve vontade de rir ao lembrar dos comentários sobre a “cinquentona” na noite anterior. Realmente estava diferente. Bonitona. Ela havia sido sua chefe, logo que Rogério ingressara na multinacional. Quando mais nova, e ele um recém formado administrador de empresas, chegaram a flertar um pouco. Por esporte. Brincadeira de colegas que passavam a maior parte do tempo, juntos, dividindo a mesma sala.
Em pouco tempo, a mesa estava cheia de antigos colegas e novos estagiários. Entre os colegas, o chefe da contabilidade, amigo de longa data, que por mudar de sala, acabou perdendo contato com Rogério. Junto a ele, Linda. Uma Lollita em terninho preto, tão justo que denunciava todos os seus deliciosos excessos.
Linda sentou-se bem na frente de Rogério. Aquele homem, bem-sucedido, seguro, o “Big Boss”, nunca se sentira tão abalado. Constrangia-se por não conseguir parar de olhar para o decote da moça. - Alguém percebeu? Pensava. Aparentemente não. Exceto ela própria.
Almoçavam todos juntos, com freqüência. Seguiram-se muitos dias nesses encontros públicos. As trocas de olhares ficavam cada vez mais intensas. As pequenas gentilezas de Rogério, como puxar a cadeira, oferecer os talheres, até pagar a conta, também foram se intensificando. É claro que tais gentilezas eram distribuídas a todas as presentes. No dia em que pagou a conta, pagou para todos. Para não ficar óbvio demais. Mas conseguia insinuar o seu interesse à menina.
Naquela segunda-feira, entretanto, tudo seria diferente. Ao chegar no refeitório, poucas pessoas presentes. Rogério iria almoçar sozinho. Serviu-se. Sentou-se. Poucos minutos depois, ela veio em sua direção. Também estava sozinha. Sentaram juntos. Conversaram sobre a faculdade dela. Suas previsões para o futuro. Sobre relacionamentos. Ela revelou uma recente decepção amorosa e que estava interessada em um homem bem mais velho e casado. Pediu a opinião de Rogério.
- Linda, você está na idade de fazer bobagem. Só se tem vinte anos uma vez. Faça o que tiver vontade.
Um silêncio constrangedor pairou pela mesa. Ele ofereceu-se para pagar a conta. Ela, com certo constrangimento, aceitou. Ambos dirigiram-se as suas salas. Sentado em frente ao computador, Rogério teve taquicardia. Um nervosismo infantil. Suavam-lhe as mãos. Sentia-se um adolescente. Lembrou-se da primeira vez em que fizera amor com Maria Alice. Por que a mulher lhe vinha à memória naquele momento? Remorso? Não havia feito nada. Não tinha porque se sentir culpado. Mas sentia-se. Sabia que iria fazer. Não resistiria. Não resistiu. Na tela do computador, escrevia:
De: Rogério dos Santos
Assunto: Encontro
“Quero ver você, fora daqui. Já não posso mais resistir.”
Enviar? Sim.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
O Adultério - Capítulo 3
- Não posso ficar muito tempo, tenho que encontrar a patroa.
- Pô Rogério, deixa de ser pau-mandado cara. Liga pra “nêga véia” e mostra quem usa as calças.
Aqueles homens de meia-idade, com seus cabelos grisalhos e avantajadas barrigas, que denunciavam seus hábitos etílicos, riam feito crianças. Os chopinhos depois do expediente rendiam sempre as mesmas conversas: futebol, alguma situação ocorrida na empresa, algum colega que falecia prematuramente e, claro, mulheres.
- Vocês viram como está a Linda?
- A estagiária da Contabilidade?
- Não era dela que eu estava falando. Mas já que mencionou. Que guriazinha bem gostosa. Vocês viram o tamanho da bunda? Pelo amor de Deus!
- E ela nem é tão bonita. Mas é boa. Farta né?
- Sim, farta. “Farta” pouco para ser gordinha. Mas não é. Eu só que-
ria duas horinhas com ela.
- E eu, quinze minutos.
Mais uma vez, as gargalhadas, propagando-se em meio a fumaça dos cigarros e aos canecos de chope, chamavam a atenção para a mesa daqueles cinco homens. Colegas e amigos. Mais do que colegas, cúmplices. Companheiros de trabalho e, como gostava de falar Adalberto - o mais velho da turma - companheiros de “fubangagem”. E é ele quem repara a desatenção e o desconforto de Rogério:
- O que foi Midas? (era como chamavam Rogério, dizendo que qualquer coisa em suas mãos virava ouro) Ficou quieto quando começamos a falar da Lindinha da contabilidade? O que tu achas?
- Muito gostosa. Mas é uma guriazinha. Quase pedofilia. Acho que o Paulão ia falar
de outra. Quem é?
- A Lindalva.
- Que Lindalva o quê? A mulher ta acabada. Teve passado, mas já era. Desdenha Julio.
- Olha lá que a separação fez bem pra titia. Ta “inteiraça”. “Recauchutada”. Bonitona. Replica Paulão.
- Bem capaz! Essa aí ta aposentada. Já deu o que tinha que dar.
- Ah, pára Julio. Tu já andaste “de mãozinha” com coisa bem pior na
Rua da Praia. E ainda pagou.
E mais risadas.
Linda e Lindalva, apesar de terem o mesmo nome e apelido, não se pareciam em nada. A segunda, separada do marido recentemente, tinha 54 anos. Denunciava, em suas características, ter sido belíssima um dia. Ainda possuía alguns atributos. Bonito rosto, marcado por algumas rugas, seios fartos, porém com mais de meio século de vida, e pernas como jamais se viu. Nisso, todos concordavam, eram as mais belas pernas que já viram. Vinte anos antes, quando a maioria deles entrara na empresa, eram ainda melhores, evidentemente. Mas ainda serviam muito bem, até mesmo aos mais seletivos. Longas e rijas pernas. Grossas e lindas.
A primeira Linda, do alto dos seus 20 anos, não era o estereótipo de beleza. Mas era abundante, exageradamente gostosa. Os mais rudes a chamavam de potranca. Clarismunda. Porém, nem tão feia de cara assim. Com um corpo que, inevitavelmente, sucumbiria à ação da gravidade um dia. Mas dali a muito tempo. Aos 20 anos, não parecia haver fenômeno físico capaz de deixar aquele corpo menos cobiçado. As outras mulheres da empresa a chamavam de gorda. Argüindo que, quando Linda tivesse a idade delas, não chegaria aos seus pés. O fato é que ela não tinha a idade delas. Por motivos bem diferentes dos de Rogério, a menina também era invejada. E era justamente isso o que mais o atraia.
- Pô Rogério, deixa de ser pau-mandado cara. Liga pra “nêga véia” e mostra quem usa as calças.
Aqueles homens de meia-idade, com seus cabelos grisalhos e avantajadas barrigas, que denunciavam seus hábitos etílicos, riam feito crianças. Os chopinhos depois do expediente rendiam sempre as mesmas conversas: futebol, alguma situação ocorrida na empresa, algum colega que falecia prematuramente e, claro, mulheres.
- Vocês viram como está a Linda?
- A estagiária da Contabilidade?
- Não era dela que eu estava falando. Mas já que mencionou. Que guriazinha bem gostosa. Vocês viram o tamanho da bunda? Pelo amor de Deus!
- E ela nem é tão bonita. Mas é boa. Farta né?
- Sim, farta. “Farta” pouco para ser gordinha. Mas não é. Eu só que-
ria duas horinhas com ela.
- E eu, quinze minutos.
Mais uma vez, as gargalhadas, propagando-se em meio a fumaça dos cigarros e aos canecos de chope, chamavam a atenção para a mesa daqueles cinco homens. Colegas e amigos. Mais do que colegas, cúmplices. Companheiros de trabalho e, como gostava de falar Adalberto - o mais velho da turma - companheiros de “fubangagem”. E é ele quem repara a desatenção e o desconforto de Rogério:
- O que foi Midas? (era como chamavam Rogério, dizendo que qualquer coisa em suas mãos virava ouro) Ficou quieto quando começamos a falar da Lindinha da contabilidade? O que tu achas?
- Muito gostosa. Mas é uma guriazinha. Quase pedofilia. Acho que o Paulão ia falar
de outra. Quem é?
- A Lindalva.
- Que Lindalva o quê? A mulher ta acabada. Teve passado, mas já era. Desdenha Julio.
- Olha lá que a separação fez bem pra titia. Ta “inteiraça”. “Recauchutada”. Bonitona. Replica Paulão.
- Bem capaz! Essa aí ta aposentada. Já deu o que tinha que dar.
- Ah, pára Julio. Tu já andaste “de mãozinha” com coisa bem pior na
Rua da Praia. E ainda pagou.
E mais risadas.
Linda e Lindalva, apesar de terem o mesmo nome e apelido, não se pareciam em nada. A segunda, separada do marido recentemente, tinha 54 anos. Denunciava, em suas características, ter sido belíssima um dia. Ainda possuía alguns atributos. Bonito rosto, marcado por algumas rugas, seios fartos, porém com mais de meio século de vida, e pernas como jamais se viu. Nisso, todos concordavam, eram as mais belas pernas que já viram. Vinte anos antes, quando a maioria deles entrara na empresa, eram ainda melhores, evidentemente. Mas ainda serviam muito bem, até mesmo aos mais seletivos. Longas e rijas pernas. Grossas e lindas.
A primeira Linda, do alto dos seus 20 anos, não era o estereótipo de beleza. Mas era abundante, exageradamente gostosa. Os mais rudes a chamavam de potranca. Clarismunda. Porém, nem tão feia de cara assim. Com um corpo que, inevitavelmente, sucumbiria à ação da gravidade um dia. Mas dali a muito tempo. Aos 20 anos, não parecia haver fenômeno físico capaz de deixar aquele corpo menos cobiçado. As outras mulheres da empresa a chamavam de gorda. Argüindo que, quando Linda tivesse a idade delas, não chegaria aos seus pés. O fato é que ela não tinha a idade delas. Por motivos bem diferentes dos de Rogério, a menina também era invejada. E era justamente isso o que mais o atraia.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
O Adultério - Capítulo 2
Rogério era funcionário de uma grande empresa. Vida regrada. Ganhava bem. Casou-se com o grande amor de sua vida aos 23 anos. Os colegas invejavam-no. Há 15 anos na empresa, adquiriu reconhecimento, promoções, bonificações, até tornar-se diretor-chefe da Região Sul. Prestava consultoria a diversas multinacionais, empresas públicas e ainda tinha sucesso como jogador de tênis. Sempre ganhava os campeonatos promovidos pela associação dos funcionários da empresa, que ocorriam, sempre, em algum outro estado do país, ou mesmo fora dele, já que se tratava de uma instituição com sede em toda América Latina. Afora os treinos semanais de tênis, o futebol aos finais de semana e eventuais happy hours com colegas da empresa, era um homem de poucas distrações.
Vivia para a família e para o trabalho. Muito mais para família do que para o trabalho. Chegou a um momento de sua vida em que podia se dar ao luxo de dar atenção aos filhos e à esposa. E que esposa era Maria Alice. A mulher ideal. Perfeita. Aos 39 anos, a mesma idade do marido, tinha uma beleza clássica, uma postura extremamente elegante, uma verdadeira dama. A pele branca e absolutamente lisa. Um rosto com pequeníssimas marcas do tempo. Cabelos negros, cacheados e volumosos, que emolduravam a verdadeira obra de arte que eram os seus olhos. Duas grandes bolas verdes e cristalinas, que tiravam o fôlego de quem as olhasse. Características que chegavam a contrastar com o seu corpo escultural, arduamente trabalhado em academia, sem qualquer gordura ou sinal das duas gravidez. Um corpo voluptuoso, parecido com os corpos daquelas dançarinas de axé. Firme. Tudo perfeitamente distribuído.
Eram felizes. Mesmo assim, Rogério estava insatisfeito. Conseguira tudo o que queria antes dos 40 anos. E o que mais o incomodava era o fato de jamais ter tido outro amor, ou mesmo uma paixão passageira. Teve pequenos casos. Não era santo. Um tanto hedonista, mais de uma vez, abusava de sua beleza, inteligência e status social para conquistar algumas jovens a procura de aventuras sexuais, jantares caros e pequenos presentes. Mas jamais deixara rastros. Tinha certeza de que era fiel. Se não fiel, pelo menos, leal. Era.
Vivia para a família e para o trabalho. Muito mais para família do que para o trabalho. Chegou a um momento de sua vida em que podia se dar ao luxo de dar atenção aos filhos e à esposa. E que esposa era Maria Alice. A mulher ideal. Perfeita. Aos 39 anos, a mesma idade do marido, tinha uma beleza clássica, uma postura extremamente elegante, uma verdadeira dama. A pele branca e absolutamente lisa. Um rosto com pequeníssimas marcas do tempo. Cabelos negros, cacheados e volumosos, que emolduravam a verdadeira obra de arte que eram os seus olhos. Duas grandes bolas verdes e cristalinas, que tiravam o fôlego de quem as olhasse. Características que chegavam a contrastar com o seu corpo escultural, arduamente trabalhado em academia, sem qualquer gordura ou sinal das duas gravidez. Um corpo voluptuoso, parecido com os corpos daquelas dançarinas de axé. Firme. Tudo perfeitamente distribuído.
Eram felizes. Mesmo assim, Rogério estava insatisfeito. Conseguira tudo o que queria antes dos 40 anos. E o que mais o incomodava era o fato de jamais ter tido outro amor, ou mesmo uma paixão passageira. Teve pequenos casos. Não era santo. Um tanto hedonista, mais de uma vez, abusava de sua beleza, inteligência e status social para conquistar algumas jovens a procura de aventuras sexuais, jantares caros e pequenos presentes. Mas jamais deixara rastros. Tinha certeza de que era fiel. Se não fiel, pelo menos, leal. Era.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
O Adultério
Estréio hoje, a exemplo de Dias Gomes, Glória Perez, Reginaldo Silva entre outros grandes nomes da dramaturgia, a minha primeira novela, mini-série, seriado, folhetim ou como queiram chamar. Uma história do cotidiano, com suspense, humor e principalmente: adultério. Os capítulos serão postados todas as terças e quintas. A história pode sofrer alterações conforme as postagens dos leitores. Ou não. Leiam, divirtam-se, corrijam, critiquem. Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Abaixo, o primeiro capítulo desta história, que começa com um simples e-mail.
Capítulo 1
De: Rogério dos Santos
Enviada: segunda-feira, julho de 2009
Assunto: Encontro
“Quero ver você, fora daqui. Já não posso mais resistir.”
O que significa essa mensagem? Para quem foi endereçada? Quem é Rogério?
Não percam os próximos Capítulos de "O Adultério"
Capítulo 1
De: Rogério dos Santos
Enviada: segunda-feira, julho de 2009
Assunto: Encontro
“Quero ver você, fora daqui. Já não posso mais resistir.”
O que significa essa mensagem? Para quem foi endereçada? Quem é Rogério?
Não percam os próximos Capítulos de "O Adultério"
O quê que eles não inventam?
Mais uma da série, como diria a minha vó: "O quê que eles não inventam?". Cuidado com a higiene!
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Do Macaco
Ouvindo o Macaco Simão agora há pouco na Band News, destaco essas pérolas. Depois do pré-sal, o Lula vai lançar outros "prés". Alguns novos programas de governo. O pré-primário: programa de alfabetização comandado diretamente pelo presidente. O pré-juízo, programa que atinge a todos. O programa pré-zepada, todas as alternativas anteriores. Para aguentar o Lula, o Brasil precisa é de um banho de pré-sal grosso e de um pré-sal de frutas.
E a Vanusa? Coitada. Foi convidada a cantar o Hino Nacional na Assémbléia de São Paulo e deu o maior vexame. Por causa de um remédio para labirintite que a deixou "grog", executou o hino. A queima-roupa e com requintes de crueldade. O vídeo dela na internet foi apelidado de "O Vírus do Ipiranga".
E falando em internet. Está rolando na web um e-mail entitulado: "Fotos de Dilma nua". Não abram! Pode não ser vírus.
E para terminar, no jornal Zero Hora de hoje, na coluna da Rosane de Oliveira, há uma foto do lançamento do pré-sal, ontem, em Brasília. Abaixo de um cartaz que diz "Futuro do Brasil", estão Lula, Dilma e entre os dois, quem? Quem? Ele, o pai do capeta: José Sarney. O Simão está certo. É o país da piada pronta.
E a Vanusa? Coitada. Foi convidada a cantar o Hino Nacional na Assémbléia de São Paulo e deu o maior vexame. Por causa de um remédio para labirintite que a deixou "grog", executou o hino. A queima-roupa e com requintes de crueldade. O vídeo dela na internet foi apelidado de "O Vírus do Ipiranga".
E falando em internet. Está rolando na web um e-mail entitulado: "Fotos de Dilma nua". Não abram! Pode não ser vírus.
E para terminar, no jornal Zero Hora de hoje, na coluna da Rosane de Oliveira, há uma foto do lançamento do pré-sal, ontem, em Brasília. Abaixo de um cartaz que diz "Futuro do Brasil", estão Lula, Dilma e entre os dois, quem? Quem? Ele, o pai do capeta: José Sarney. O Simão está certo. É o país da piada pronta.
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