segunda-feira, 11 de maio de 2009

Mais uma

Esta “nova” crise instaurada no governo Yeda, graças à reportagem da revista Veja dessa semana, repercutida desde ontem em diversos veículos de comunicação, evidencia uma questão em pauta no momento e que devo repercutir aqui neste blog. Hoje, ainda, postarei a entrevista que fiz com o ex-deputado Cezar Busatto, a respeito da campanha do presidente norte-americano Barak Obama. No decorrer da conversa, foi inevitável o assunto reforma política.

Não sei, mas quero saber, se as acusações da revista contra a governadora são verdadeiras, se ela agiu de forma criminosa, se o seu marido recebeu dinheiro de caixa 2, se ela foi traída ou se essas repercussões são marketing político da oposição. Como diz o nosso presidente: não sei de nada. O que sei e todos que acompanham um pouco do noticiário também sabem, é que, independentemente dos governos, seja o partido que for, a forma de financiamento de campanhas feita atualmente é devassa, libertina, amoral. As contribuições privadas, de meia dúzia de empresários, é muito discutível. Qualquer pessoa que se elege nesse país, para o cargo que for, já está previamente sob suspeita. Mesmo as contribuições licitas, sem contar o caixa 2, mesmo as que são registradas e prestadas as devidas contas, indiretamente, podem ser cobradas mais tarde. Ou, sejamos honestos, alguém acredita que grandes empresários confiam tanto em um projeto, que são capazes de doar milhares ou até milhões de reais, por puro idealismo? Sem ganhar nada em troca? Nenhum incentivozinho fiscal mais tarde? Repasse de dinheiro público, mesmo que licitamente? Por favor.

Urge a reforma política. Mas uma boa reforma política. Discutida pela sociedade. Não sei quais os mecanismos legais para que isso possa ser feito. Se um plebiscito ou referendo. No blog do professor Paulo Moura, aqui à esquerda da página, na minha lista de blogs indicados, está um artigo muito interessante sobre essa reforma que estão tentando votar no congresso. Farei uma entrevista com ele sobre o assunto. Até porque ele é meu professor na cadeira de Ciências Políticas, nesse semestre na ULBRA. Aliás, tenho prova hoje.

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