Ser “chinelo” é uma coisa triste. E, a menos que o cara nasça com o sobrenome Gerdau Johanpeter Sirotsky Goldstein, em algum momento da vida ele passa pela fase de “chinelão”.
Se bem que, ter um sobrenome desses é até covardia. Automaticamente, abrem-se muitas portas. E muitas pernas também.
-Boa tarde, eu gostaria de averiguar se foi registrada a minha reserva na suíte máster.
-Qual o seu nome senhor.
-Juarez Gerdau Johanpeter Sirotsky Goldstein
A recepcionista do hotel tem orgasmos múltiplos. O primeiro nome da criatura nem interessa.
Mas, voltando para a chinelagem.
Chinelagem, por exemplo, é levar a namorada a pé ao motel. Quem nunca fez isso? Graças a Deus eu já passei por isso há tempos. Faz uns 15 dias, mais ou menos.
E o “chinelão”, não satisfeito em entrar a pé no motel, ainda leva duas “sacolinhas” do BIG, que na real é mais barato.
Dentro: uma espumante (das mais baratas), duas garrafinhas de Smirnoff Ice pra fazer um “H”com a namorada, uma caixa de bom-bom da Nestlé e uns salgadinhos.
Afinal, gastar os produtos do frigobar está fora de cogitação. R$ 3,90 a lata da Coca-Cola! Bem capaz! No máximo uma garrafinha de água. Que depois o chinelo enche de novo com água da torneira.
Antes de entrar no quarto, o mais barato, ele ainda pergunta: Quanto é que ta a hora? Quer dizer, o cara acha que está num estacionamento rotativo.
E o quarto é tão pequeno que o não dá pra fazer um 69, e sim um 34,5. A banheira é praticamente uma bacia.
Então ele entra. Paga adiantado porque o dono do motel já percebeu que ele é chinelão. O cara-de-pau passa o banricompras, 25 “pila” para 30 dias, por 45 minutos de puro prazer.
Deslumbrados com o quarto, o casal bebe a espumante, as duas Smirnoffs, come uns bom-bons e salgadinhos. Brincam com os sais de banho. Ligam a tv do quarto, vêem umas sacanagens no pay-per-view. Guardam as coisas e vão trepar em casa, porque a camareira já está batendo na porta gritando: - Sai daí o “chinelão”, acabou o tempo!
OBS: Esse texto é uma obra de ficção com o único intuito de fazer graça. Não corresponde a minha realidade, presente, passada ou futura. Acredite quem quiser.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
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Um comentário:
hehehehehe...e esse papo começou numa mesa do bar do prédio 1, numa reunião da classe machista dominante...
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