A revista americana Forbes divulgou recentemente o ranking dos homens mais ricos do mundo em 2010. O somatório das cifras dos dez primeiros colocados chega aos 342 bilhões de dólares. Para se ter uma idéia, são aproximadamente 140 bilhões a mais do que o Produto Interno Bruto do Rio Grande do Sul no ano passado (dados da Fundação de Economia e Estatística do RS). Um valor inimaginável para qualquer pequeno burguês, servidor público estável ou cidadão da chamada classe média. Valor ainda mais absurdo àquela parcela da população para quem o simples gasto com transporte compromete grande parte do orçamento. Para aqueles que almoçam prato feito em bandejões populares e têm de contar os níqueis na hora de pagar as contas. Uma realidade, por mais absurdo que possa parecer, ainda melhor do que a de 49 milhões de brasileiros, que recebem até meio salário mínimo per capita, conforme dados do IBGE.
Os bilionários do mundo não são, entretanto, os vilões no processo da má distribuição de renda. Afirmar isso seria ratificar a discutível, se não condenável, premissa católica de que enriquecer é pecado e de que “é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus” (Mateus, 19.24). Ou ainda, defender o falido comunismo em sua forma mais reacionária. O problema não está no enriquecimento e sim na ganância demasiada e na ostentação. Nem mesmo o consumismo, tão criticado, deve pagar o preço. É ele, aliado às necessidades básicas coletivas e individuais, que fomenta o desenvolvimento, gera empregos e gira a roda da economia. O problema está no exagero, na falta de solidariedade de quem é capaz de gastar alguns milhões em carros, que nunca dirigirão; casas, que nunca morarão; ou jóias, que jamais usarão; enquanto toda a população de um país inteiro é mutilada física e socialmente, passa fome e as necessidades mais bárbaras. Entretanto, o anseio por mais, o deslumbramento com a riqueza e as necessidades que aumentam na medida das posses são características intrínsecas do ser humano, e se ele próprio não regula seus ímpetos, cabe ao estado fazê-lo.
Uma melhor distribuição de renda, especialmente no Brasil, depende inicialmente de uma reforma que inverta a ordem de participação tributária. Qualquer economista poderá confirmar o dado estatístico de que, no Brasil, cerca de 40% do que é arrecadado provêm do imposto de renda, enquanto os outros 60% descendem de impostos sobre produtos e serviços. Ou seja, quem mais paga imposto, no país, é parcela mais pobre da população. Aqueles para quem o valor que se paga por um mantimento é extremamente caro e a isenção ou diminuição de impostos sobre o que é adquirido faz uma brutal diferença no orçamento. Entretanto, não se pode ter a visão romântica de que os impostos são a solução para tudo. A chave para a melhor distribuição da riqueza é o planejamento, a competência, a eficiência. Muito mais do que uma reforma tributária, o Brasil precisa de uma reforma cultural, de valores e atitudes. Investimento em educação e tecnologia e de efetivo combate à corrupção.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
As dez mais para 2010!
Título e idéia extremamente originais. No dia 31 de dezembro de 2009, a governadora Yeda listou os 10 principais desafios para 2010 (http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2764331.xml&template=3916.dwt&edition=13827§ion=1007). Muito mais interessantes, lanço os meus próprios:
1 - Emagrecer, pelo menos, 5 dos 15 quilos que ganhei nos últimos dois anos e/ou perder a barriga adquirida entre um gole e outro no decorrer de 2009.
2 - Parar de fumar.
3 - Ganhar na loto.
4 - Tirar minha carteira de motorista.
5 - Parar de fumar de novo.
6 - Não ficar desempregado.
7 - Conscientizar-me de que o mês não termina no dia 10 e que tem 30 dias.
8 - Aprender Tango.
9 - Parar de fumar mais uma vez.
10 - Se nada disso der certo, que eu lembre de prometer para 2011, emagrecer, pelo menos, 10 dos 25 quilos adquiridos em 3 anos.
1 - Emagrecer, pelo menos, 5 dos 15 quilos que ganhei nos últimos dois anos e/ou perder a barriga adquirida entre um gole e outro no decorrer de 2009.
2 - Parar de fumar.
3 - Ganhar na loto.
4 - Tirar minha carteira de motorista.
5 - Parar de fumar de novo.
6 - Não ficar desempregado.
7 - Conscientizar-me de que o mês não termina no dia 10 e que tem 30 dias.
8 - Aprender Tango.
9 - Parar de fumar mais uma vez.
10 - Se nada disso der certo, que eu lembre de prometer para 2011, emagrecer, pelo menos, 10 dos 25 quilos adquiridos em 3 anos.
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